28.2.05
Estrela...
Por falar na Princesa Madalena...ela é uma das seleccionadas no concurso "Veja o seu filho na capa" da Revista Pais&Filhos. Por isso...toca a votar na princesa do H. para que ela se torne uma princesa "capa de revista". Mais pormenores no blog do pai.
Ela é "só" minha sobrinha mas eu fiquei babadíssima! Disse a toda a gente...
Ela é "só" minha sobrinha mas eu fiquei babadíssima! Disse a toda a gente...
25.2.05
Das coisas mais lindas...
...que já disseste. Foi ontem, em mais uma das tuas escapadelas da cama antes de te dares por vencido e adormeceres. Já passava das 11 horas e ver-te aparecer (outra vez, era a 4ª, a 5ª, já perdi a conta...) ao pé de mim na sala, foi uma sensação desesperante. Eu bordava o tal babete da mana a que faltava acrescentar o nome. Tu olhaste para mim com aquele sorriso tão maroto e olhinhos de riso que nem consegui ser muito severa. Só te disse: "Outra vez, H.? Então?" Começaste então a conversar e tivemos um dos diálogos mais fantásticos de que me lembro:
- Gosto muito desse babete.
- Gostas? sabes para quem é?
- Shim, é p'á minha mana...
- E como é que se chama a tua mana.
Parou...olhou para mim e respondeu com uma pergunta...
- Tu não gostas de Sofia, pois não?
Confesso que fiquei tão derretida que estive quase para te dizer que se queres assim tanto, então que seja Sofia. Mas contive-me.
- Não, querido, eu não gosto muito de Sofia. Eu gosto de Constança. Tu não gostas?
- Gosto...
- Então é Constança, está bem?
O pai, que estava no computador, chegou-se ao pé de nós e acrescentou:
- É Constança, porque é nome de princesa... tu tens nome de principe e a tua mana vai ter nome de princesa.
- Já tenho duas princesas!
- Tens? E quem são?
- É a Madalena e (pausa para pensar bem...) a Constança (disse o nome na perfeição!).
Entreolhámo-nos e só nos saiu um "Ohhhh...."
- H., isso foi uma das coisas mais lindas que tu já disseste. És um doce, meu amor.
Ele riu-se...e eu acrescentei uma coisa que nunca pensei que saísse da minha boca.
- Valeu a pena levantares-te outra vez da cama para te ouvir dizer uma coisa tão bonita!
Fomos deitá-lo (outra vez...) e ficou a dormir. Até hoje de manhã.
- Gosto muito desse babete.
- Gostas? sabes para quem é?
- Shim, é p'á minha mana...
- E como é que se chama a tua mana.
Parou...olhou para mim e respondeu com uma pergunta...
- Tu não gostas de Sofia, pois não?
Confesso que fiquei tão derretida que estive quase para te dizer que se queres assim tanto, então que seja Sofia. Mas contive-me.
- Não, querido, eu não gosto muito de Sofia. Eu gosto de Constança. Tu não gostas?
- Gosto...
- Então é Constança, está bem?
O pai, que estava no computador, chegou-se ao pé de nós e acrescentou:
- É Constança, porque é nome de princesa... tu tens nome de principe e a tua mana vai ter nome de princesa.
- Já tenho duas princesas!
- Tens? E quem são?
- É a Madalena e (pausa para pensar bem...) a Constança (disse o nome na perfeição!).
Entreolhámo-nos e só nos saiu um "Ohhhh...."
- H., isso foi uma das coisas mais lindas que tu já disseste. És um doce, meu amor.
Ele riu-se...e eu acrescentei uma coisa que nunca pensei que saísse da minha boca.
- Valeu a pena levantares-te outra vez da cama para te ouvir dizer uma coisa tão bonita!
Fomos deitá-lo (outra vez...) e ficou a dormir. Até hoje de manhã.
23.2.05
Tiradas
- H., a médica da mamã já tirou aquela fotografia à minha barriga...e é mesmo uma menina, vais ter uma mana...
- Ahhh ééé? Deu para ver?
- Dá-me uma bolacha, mãe fofinha!
- A minha mana não é Constança. A minha mana é Sofia. Eu escolhi...
- Ó mãe, 'tão patir a nossa casa. Aqueles senhores são muito palemas...
- É mais maior...
- Ahhh ééé? Deu para ver?
- Dá-me uma bolacha, mãe fofinha!
- A minha mana não é Constança. A minha mana é Sofia. Eu escolhi...
- Ó mãe, 'tão patir a nossa casa. Aqueles senhores são muito palemas...
- É mais maior...
17.2.05
Outra vez doente
A tosse esquisita deu lugar a uma bronquiolite. Ontem à noite percebi que algo se estava a passar, mas estas bronquiolites são manhosas e nem sempre se dão a conhecer logo às primeiras impressões. Hoje de manhã percebi que definitivamente algo se passava com aquela respiração forçada, quase puxada a ferros, e com aquela tosse "afogada" em expectoração. Claro que é quinta-feira, dia em que o pediatra está de banco no hospital e não dá consultas. Uma clinica de pediatria aqui da zona, com urgências permanentes costuma ser a segunda opção (principalmente porque consta que os hospitais estão sobrelotados). Passada a triagem com a enfermeira...tivemos mesmo que passar à consulta de urgência. Resultado: uma manhã inteirinha no consultório, três ou quatro aerossois por dia com ventilan, atrovent e um antibiótico porque "a expectoração está amarela esverdeada e a auscultação do pulmão esquerdo está um bocadinho preocupante...já tem infecção de certeza", palavras da médica. Mais uma falta ao trabalho. O que é isso? Já não faltava vai para três semanas!
Eu estou farta, farta, farta do Inverno. Sempre fui uma pessoa de climas quentes, raramente me queixo do calor...mas o frio deixa-me mal disposta. Desde que fui mãe destesto mesmo o inverno. Quanto é que falta para a primavera, mesmo?
Eu estou farta, farta, farta do Inverno. Sempre fui uma pessoa de climas quentes, raramente me queixo do calor...mas o frio deixa-me mal disposta. Desde que fui mãe destesto mesmo o inverno. Quanto é que falta para a primavera, mesmo?
16.2.05
A minha irmã
O post anterior lembrou-me que nunca escrevi nada sobre essa presença tão importante na minha vida. E escrever sobre ela é dificil, tantas são as coisas que há para dizer.
Temos praticamente seis anos de diferença. Lembro-me do dia em que nasceu e, especialmente, do dia em que a minha mãe voltou da maternidade com aquele bebé nos braços. Saltei aos gritos quando ela chegou (acho que nesse dia não fui ao colégio). Nunca me lembro de ter sentido ciúmes. Passava muito tempo a olhar para ela, debruçada na alcofa a vê-la dormir. Ela era o bebé mais pequenino que eu já tinha visto e...era minha! Ao longo do tempo senti-me sempre um pouco sua mãe. Gostava de brincar com ela e de lhe ensinar coisas. Sentia-me responsável por ela. Acho que passámos fases em que nos dávamos como o cão e o gato, mas isso foi mais para a frente. Enquanto ela era pequenina era o meu bebé. Era assim que eu a via.
Passados os anos mais complicados, do início da minha adolescência, em que ela era um empecilho, tornámo-nos as melhores amigas do mundo.
A minha saída de casa afastou-nos fisicamente. Só fisicamente. Não falamos todos os dias, nem nada que se pareça. Mas ela está sempre ali para mim e, ela sabe, eu estou sempre aqui para ela.
É um pilar da minha existência. Um dos grandes amores da minha vida. Graças a ela já senti um pouquinho do é ser mãe de uma adolescente...e vê-la tornar-se mulher. Já soube o que é só dormir descansada quando finalmente chega a casa depois das saídas à noite. O que é sofrer quando teve o primeiro desgosto de amor. O orgulho de a ver ter boas notas e entrar na faculdade. O entusiasmo e orgulho de a ver terminar o curso. A angústia de pensar que pode não arranjar emprego. A alegria de quando o arranja. A satisfação de a ver a comprar casa (então quando é a dois passos da nossa, iupi!) e a começar a abrir as asas para voar. Agora, mais recentemente, o nervoso miudinho do casamento. Ir escolher o vestido com ela... A minha irmã tem-me proporcionado tudo isso. E eu só quero continuar a partilhar a minha vida com ela. Sempre.
(Em certas coisas é um bicho raro. A internet não faz parte da sua vida diária e os blogs muito menos. Dificilmente lerá este texto, porque quando vai à net é como quem vai ao multibanco: chega, vê o que precisa, vai embora).
Temos praticamente seis anos de diferença. Lembro-me do dia em que nasceu e, especialmente, do dia em que a minha mãe voltou da maternidade com aquele bebé nos braços. Saltei aos gritos quando ela chegou (acho que nesse dia não fui ao colégio). Nunca me lembro de ter sentido ciúmes. Passava muito tempo a olhar para ela, debruçada na alcofa a vê-la dormir. Ela era o bebé mais pequenino que eu já tinha visto e...era minha! Ao longo do tempo senti-me sempre um pouco sua mãe. Gostava de brincar com ela e de lhe ensinar coisas. Sentia-me responsável por ela. Acho que passámos fases em que nos dávamos como o cão e o gato, mas isso foi mais para a frente. Enquanto ela era pequenina era o meu bebé. Era assim que eu a via.
Passados os anos mais complicados, do início da minha adolescência, em que ela era um empecilho, tornámo-nos as melhores amigas do mundo.
A minha saída de casa afastou-nos fisicamente. Só fisicamente. Não falamos todos os dias, nem nada que se pareça. Mas ela está sempre ali para mim e, ela sabe, eu estou sempre aqui para ela.
É um pilar da minha existência. Um dos grandes amores da minha vida. Graças a ela já senti um pouquinho do é ser mãe de uma adolescente...e vê-la tornar-se mulher. Já soube o que é só dormir descansada quando finalmente chega a casa depois das saídas à noite. O que é sofrer quando teve o primeiro desgosto de amor. O orgulho de a ver ter boas notas e entrar na faculdade. O entusiasmo e orgulho de a ver terminar o curso. A angústia de pensar que pode não arranjar emprego. A alegria de quando o arranja. A satisfação de a ver a comprar casa (então quando é a dois passos da nossa, iupi!) e a começar a abrir as asas para voar. Agora, mais recentemente, o nervoso miudinho do casamento. Ir escolher o vestido com ela... A minha irmã tem-me proporcionado tudo isso. E eu só quero continuar a partilhar a minha vida com ela. Sempre.
(Em certas coisas é um bicho raro. A internet não faz parte da sua vida diária e os blogs muito menos. Dificilmente lerá este texto, porque quando vai à net é como quem vai ao multibanco: chega, vê o que precisa, vai embora).
Mais fuminhos
Estava tudo bem há umas duas ou três semanas. Agora apareceu com uma tosse esquisita. O nariz voltou a pingar. Resultado: voltámos aos aerossóis. Ontem à noite teve que ser com ele acordado porque nunca mais adormecia e eu estava a ver que quem adormecia era eu. Mas fiquei espantada com a colaboração. Lá colocou o tubinho junto ao nariz e deixou-se estar deitado enquanto eu lia uma história. Muito meiguinho. Alterna períodos de uma agitação estonteante com momentos calmos de meiguice que são uma ternura. É um bocadinho de extremos...faz-me sempre lembrar a minha irmã. São tão parecidos em certas coisas que até faz impressão.
15.2.05
Dia dos Namorados
Trouxe da escola um coração vermelho em cartolina com um desenho feito por ele. E fez a legenda... aqui diz R. (o nome do papá), aqui diz mamã (eu não tenho nome, sou só mamã) e aqui diz Henrique. Isto é um coração... (e o gatafunho parecia mesmo um coração, pelo menos a intenção está lá). Gostei muito da prendinha do meu namorado. Mas estes gatafunhos com direito a legenda e tudo...perdoa-me papá, mas não há presentes como estes!
Estou sem nora...
- Sabes, hoje é dia dos namorados...
- Shim
- E deste uma prenda à tua namorada?
- Não...
- Mas porquê? Já não tens namorada?
Esticou-me a mão e disse: não, ela mordeu-me.
Ora aí está uma boa razão para acabar um namoro. Mas eu gostava bastante da minha nora ruivinha...
Estou sem nora...
- Sabes, hoje é dia dos namorados...
- Shim
- E deste uma prenda à tua namorada?
- Não...
- Mas porquê? Já não tens namorada?
Esticou-me a mão e disse: não, ela mordeu-me.
Ora aí está uma boa razão para acabar um namoro. Mas eu gostava bastante da minha nora ruivinha...
11.2.05
Palavras
Sinto sempre que fica muita coisa por dizer. Gostava de conseguir pôr em palavras todos aqueles pequenos momentos que vivo a teu lado. Os sentimentos que atravessam o meu espirito cada vez que olho para ti. Gostava de ser capaz de descrever de que é feita a minha gargalhada espontânea que resulta de mais uma gracinha tua, o sentimento de orgulho de te ver fazer mais uma conquista, as lágrimas que brotam dos meus olhos quando já não sei bem o que fazer.
Sinto sempre que não consigo descrever a imensidão do que tu és. Tudo o que escrevo me parece tolo, conversa de mãe babada.
Por vezes parece-me mais fácil descrever os momentos menos bons, os desesperos de uma mãe que às vezes não sabe bem como reagir, as cenas de birra que me levam ao desespero contido.
Na verdade não há palavras. Todas são poucas. Adorava gravar permanentemente na minha memória cada um dos slides coloridos que compõem a nossa vida, a nossa descoberta um do outro, o teu crescimento como filho e o meu crescimento como mãe. Acho que um dia se leres estas palavras que vou escrevendo ao longo dos dias vais ter alguns retratos engraçados para descobrir mas não vais perceber realmente como foi. Como se passaram os teus primeiros anos. Como vivemos estes dias, aprendendo a lidar uns com os outros. Não vais conseguir captar a essência deste amor tão grande que sinto cá dentro cada vez que penso em ti. Não vais sentir o quanto foi dificil gerir a distância fisica e diária que existe entre nós dois, imposta por valores mais ou menos válidos.
Se ao menos eu conseguisse pôr em palavras tudo aquilo que és...
Sinto sempre que não consigo descrever a imensidão do que tu és. Tudo o que escrevo me parece tolo, conversa de mãe babada.
Por vezes parece-me mais fácil descrever os momentos menos bons, os desesperos de uma mãe que às vezes não sabe bem como reagir, as cenas de birra que me levam ao desespero contido.
Na verdade não há palavras. Todas são poucas. Adorava gravar permanentemente na minha memória cada um dos slides coloridos que compõem a nossa vida, a nossa descoberta um do outro, o teu crescimento como filho e o meu crescimento como mãe. Acho que um dia se leres estas palavras que vou escrevendo ao longo dos dias vais ter alguns retratos engraçados para descobrir mas não vais perceber realmente como foi. Como se passaram os teus primeiros anos. Como vivemos estes dias, aprendendo a lidar uns com os outros. Não vais conseguir captar a essência deste amor tão grande que sinto cá dentro cada vez que penso em ti. Não vais sentir o quanto foi dificil gerir a distância fisica e diária que existe entre nós dois, imposta por valores mais ou menos válidos.
Se ao menos eu conseguisse pôr em palavras tudo aquilo que és...
7.2.05
Noddy
Este fim de semana tive um Noddy lá em casa. Parte do fim de semana, na verdade, porque o H. não acha grande graça à ideia de se mascarar e só no Domingo é que o persuadi a vestir o fato, para o avô N. ver. Lá condescendeu e andou feliz e contente desde que não lhe chamassem Noddy... "eu não sou o Noddy, sou o H!"." Ok, ok... és o H. Noddy". Sorriso malandro para mim.
É um perfeito Noddy. Adorei a máscara deste ano. A do ano passado foi Homem-aranha, que ele adorou, o pai também, e eu nem por isso. Não fosse a minha nabice e preguiça, até abria uma excepção e punha aqui uma foto...
É um perfeito Noddy. Adorei a máscara deste ano. A do ano passado foi Homem-aranha, que ele adorou, o pai também, e eu nem por isso. Não fosse a minha nabice e preguiça, até abria uma excepção e punha aqui uma foto...
Miminhos
Sentados no sofá, os dois, tapados com uma manta bem quente a ver o Tarzan. A certa altura o Tarzan abraça carinhosamente a mãe-adoptiva-gorila. Ele imediatamente repete o gesto comigo.
Mãe é amor. É quem ama. É quem cria. É quem abraça. Não é quem se limita a parir.
Uma cena de um filme da Disney fez-me (re)lembrar o quanto adorava adoptar uma criança.
Mãe é amor. É quem ama. É quem cria. É quem abraça. Não é quem se limita a parir.
Uma cena de um filme da Disney fez-me (re)lembrar o quanto adorava adoptar uma criança.
1.2.05
De regresso
Regressei ontem à vida normal. Mas tão doentinha, coitadinha de mim. Nem abria os olhos. Mas o que fazer? Quem é mãe como eu sabe que a partir do momento em que nascem os nossos filhos passamos para segundo plano. Faltamos tantas vezes ao emprego por causa das doenças deles e dos médicos e afins que as nossas doenças deixam de existir, as nossas próprias consultas são adiadas sine die, e por aí adiante. Mas ontem eu estava de facto incapaz para voltar ao trabalho. Tive mesmo que ceder e sair mais cedo para ir, desta vez eu, ao médico. Claro que me receitou um antibiótico que resolvi não tomar, a menos que piore mesmo, e um spray para o nariz que, de facto, surtiu efeito. Acordei bem melhor. Agora já estava a precisar de descansar outra vez, porque estar o dia inteiro em frente a um monitor não ajuda e os olhos já voltaram a congestionar e a cabeça a doer...mas o spray maravilha espera-me em casa...e amanhã hei-de estar quase recuperada! Ainda falta tanto tempo para as seis!