29.7.04
Rodízio
Vós, meus (2,3,4...) fieis leitores passam a vida a ouvir-me queixar de que o H. não come nada, é um pisco, é uma aventura dar-lhe comer, and so on. Pois bem, isso mudou. Ontem fomos a um rodízio brasileiro, daqueles que não costumam provocar intoxicações alimentares. Num acto de loucura temporária, fui para o restaurante sem a habitual lancheira de sopas e boiões de fruta que me garantem que o H. come alguma coisa que se veja. Espanto total de todos os presentes: o H. fez o rodízio, tal como nós. Arregalava os olhos assim que via aproximar-se mais um naco de carne e pedia imediatamente para provar. Depois de cada primeiro pedaço, exclamava: mais!. E assim comeu presunto, salsicha, perú com bacon, filet mignon com bacon, maminha, borrego, pichanha, picanha com alho, picanha com especiarias e frango. Acompanhado de arroz. No fim bebeu meia garrafa de água - nunca tinha comido tanto sal na vida...
Passámos o jantar a conversar calmamente. O H. (27 meses) numa cadeirinha de comer e a M. (5 meses) dormindo a acordando no seu carrinho de passeio. Lá mais para o fim da refeição o H. decidiu que já estava farto e foi para o pé da prima abraçá-la (quase estragulá-la) e dar-lhe festinhas/cócegas algo agressivas nas pernas, nos braços, na barriga, na cara... A bebé não se importa nada com aquelas manifestações de carinho e estica-se toda para lhe tocar na cara. Dá verdadeiras festinhas, como nunca vi um bebé daquela idade fazer. Filho e sobrinha exemplares. Continuo a dizer que temos muita sorte! Além do mais são os dois lindos... (isto já deve ser uma visão um bocado imparcial, mas...acho que são mesmo os bebés mais lindos do mundo.)
Vamos lá ver se quando forem quatro a paz se mantém.
Passámos o jantar a conversar calmamente. O H. (27 meses) numa cadeirinha de comer e a M. (5 meses) dormindo a acordando no seu carrinho de passeio. Lá mais para o fim da refeição o H. decidiu que já estava farto e foi para o pé da prima abraçá-la (quase estragulá-la) e dar-lhe festinhas/cócegas algo agressivas nas pernas, nos braços, na barriga, na cara... A bebé não se importa nada com aquelas manifestações de carinho e estica-se toda para lhe tocar na cara. Dá verdadeiras festinhas, como nunca vi um bebé daquela idade fazer. Filho e sobrinha exemplares. Continuo a dizer que temos muita sorte! Além do mais são os dois lindos... (isto já deve ser uma visão um bocado imparcial, mas...acho que são mesmo os bebés mais lindos do mundo.)
Vamos lá ver se quando forem quatro a paz se mantém.
28.7.04
Schu...
A minha criança torrou ontem a paciência das educadoras durante todo o dia, e a minha ao fim da tarde e serão, com a pergunta insistente e choramingada de... "Onde tá o Schumacher?".
Sim leram bem...o Schumacher. A minha criança pergunta-nos, a choramingar, onde está o Schumacher.
Psicólogo infantil precisa-se.
Sim leram bem...o Schumacher. A minha criança pergunta-nos, a choramingar, onde está o Schumacher.
Psicólogo infantil precisa-se.
23.7.04
Sabem o que vou fazer nestes próximos dois dias, sabem? Eu digo: o que me apetecer, sem horários para cumprir.
22.7.04
Arregacem as calças...
Às vezes até me sinto mal de ser tão babada, mas que posso fazer? Não consigo ser de outra maneira...
Às vezes até me sinto mal de ser tão babada, mas que posso fazer? Não consigo ser de outra maneira...
31
Fez ontem 31 anos. Uma noiva, 21 aninhos de juventude e inocência, esperava na porta da igreja por um noivo atrasado. Começou assim, com as regras às avessas, uma história bonita que, felizmente, permanece até hoje. Um amor calmo e tempestuoso, superprotector e desligado. Fora dos parâmetros e ao mesmo tempo do mais normal que pode haver. 11 meses depois nascia eu. Inesperada mas desejada. Parabéns. Vocês são o exemplo de casal que eu tento seguir. Que venham mais 31.
Fez ontem 31 anos. Uma noiva, 21 aninhos de juventude e inocência, esperava na porta da igreja por um noivo atrasado. Começou assim, com as regras às avessas, uma história bonita que, felizmente, permanece até hoje. Um amor calmo e tempestuoso, superprotector e desligado. Fora dos parâmetros e ao mesmo tempo do mais normal que pode haver. 11 meses depois nascia eu. Inesperada mas desejada. Parabéns. Vocês são o exemplo de casal que eu tento seguir. Que venham mais 31.
21.7.04
XIXI
18 de Julho
Dia histórico na nossa história. O bebé já é mesmo um rapazinho. Tirei-lhe as fraldas. Com convicção. Vesti-lhe umas cuequinhas e disse-lhe: "agora já és crescido, já não precisas de fraldas, quando quiseres fazer xixi ou cocó pedes à mamã ou ao papá".
Entre sexta à tarde e sábado quatro vezes fez xixi pelas pernas abaixo. Quatro vezes lhe mudei a roupa e o enfiei na banheira e o lavei com o chuveiro (que ele odeia!). Nunca em tom de castigo, claro! Mas com um ar descontraído: "não pediste para ir à casa de banho e agora estás encharcado e a mamã tem que te lavar". Ó mãe...com o chuveiro não. Põe ali... - dizia ele a medo. "Não filho, assim é mais rápido. A mãe não tem tempo agora para estar a encher a banheira". E ele lá foi interiorizando a ideia - "O Guique não pediu agóia tá enchacado".
Sábado à tarde ao sair da piscina pediu xixi. Ficou radiante de ir fazer xixi em pé, para a terra. A partir daí tem vindo a pedir. Um ou outro "xidente" como diz o próprio, mas está no bom caminho.
Enchi-me de orgulho por ele. De todas as etapas que temos ultrapassado esta foi a que mexeu mais comigo. Talvez porque sinto que é uma vitória dele e só dele e que dependeu da sua vontade. Alguém me disse que essa era a nossa primeira grande responsabilidade e eu concordo. O engraçado é que ele também a está a ssumir como tal. Sente-se que traz aquele "peso nos ombros" permanentemente. E ao mesmo tempo que parece responsabilidade a mais para um ser tão pequenino é um prazer vê-lo vitorioso e triunfante com a sua conquista. A verdade é que as pressões deste novo dia a dia ficam acumuladas e, durante duas noites, dormiu mal, agitado, e acordou a meio da noite a chorar com "susto", exigindo ir para a nossa cama. Claro que foi. Claro que dormiu abraçadinho a mim. E esta noite, enfim, dormiu descansadamente num sono só e na sua própria caminha.
24 horas foi o tempo necessário para lhe tirar as fraldas de dia. Nunca pensei que fosse tão rápido. A próxima fase é tirar a fralda de noite. Mas agora vou dar um tempo...
Dia histórico na nossa história. O bebé já é mesmo um rapazinho. Tirei-lhe as fraldas. Com convicção. Vesti-lhe umas cuequinhas e disse-lhe: "agora já és crescido, já não precisas de fraldas, quando quiseres fazer xixi ou cocó pedes à mamã ou ao papá".
Entre sexta à tarde e sábado quatro vezes fez xixi pelas pernas abaixo. Quatro vezes lhe mudei a roupa e o enfiei na banheira e o lavei com o chuveiro (que ele odeia!). Nunca em tom de castigo, claro! Mas com um ar descontraído: "não pediste para ir à casa de banho e agora estás encharcado e a mamã tem que te lavar". Ó mãe...com o chuveiro não. Põe ali... - dizia ele a medo. "Não filho, assim é mais rápido. A mãe não tem tempo agora para estar a encher a banheira". E ele lá foi interiorizando a ideia - "O Guique não pediu agóia tá enchacado".
Sábado à tarde ao sair da piscina pediu xixi. Ficou radiante de ir fazer xixi em pé, para a terra. A partir daí tem vindo a pedir. Um ou outro "xidente" como diz o próprio, mas está no bom caminho.
Enchi-me de orgulho por ele. De todas as etapas que temos ultrapassado esta foi a que mexeu mais comigo. Talvez porque sinto que é uma vitória dele e só dele e que dependeu da sua vontade. Alguém me disse que essa era a nossa primeira grande responsabilidade e eu concordo. O engraçado é que ele também a está a ssumir como tal. Sente-se que traz aquele "peso nos ombros" permanentemente. E ao mesmo tempo que parece responsabilidade a mais para um ser tão pequenino é um prazer vê-lo vitorioso e triunfante com a sua conquista. A verdade é que as pressões deste novo dia a dia ficam acumuladas e, durante duas noites, dormiu mal, agitado, e acordou a meio da noite a chorar com "susto", exigindo ir para a nossa cama. Claro que foi. Claro que dormiu abraçadinho a mim. E esta noite, enfim, dormiu descansadamente num sono só e na sua própria caminha.
24 horas foi o tempo necessário para lhe tirar as fraldas de dia. Nunca pensei que fosse tão rápido. A próxima fase é tirar a fralda de noite. Mas agora vou dar um tempo...
20.7.04
Reflexão
Este Blog tende a ser cada vez mais um blog de uma mãe. Até lhe devia mudar o nome, mas também não é preciso exagerar. Ando a observar os "vizinhos" mais e menos próximos e cheguei à conclusão que há dois assuntos que movem multidões e, que talvez por isso mesmo, não me interessam. Refiro-me a política e a futebol. Dois temas que, como diz o povo, não se discutem. É que as pessoas ficam passadas com estes assuntos. Não se pode dar uma opinião e saltam logo em cima a concordar e a discordar como se não houvesse amanhã, como se tivessem todos descoberto a pólvora, como se as suas opiniões fossem absolutamente imprescindíveis aos mundo, como se alguém quisesse saber.
Alguém, que me conhece muito bem, me disse que depois de ter sido mãe mudei completamente, estou muito menos tolerante (foi o adjectivo utilizado). Reflecti sobre o assunto e és capaz de ter razão (sim, és tu!). Tolero cada vez menos aquilo que não interessa. Perco cada vez menos tempo com coisas que não têm importância. Porque hoje tenho muitas "coisas" imprescindíveis em que pensar, porque o meu coração e a minha cabeça estão preenchidos, porque goto muito que assim seja, porque a minha felicidade depende de muito mais do que as coisas corriqueiras do mundo. O futebol nunca fez parte da minha vida. Não ligo, não gosto, irrita-me. Sou tipicamente gaja nisso, também. A política passa-me um bocado ao lado. Claro que tem importância. Nunca deixei de votar, em todas as eleições, em todos os referendos. Estive lá sempre. Tenho as minha convicções bem definidas e o meu voto nunca é "como calha". As bocas que mando, entre amigos, são pura e simplesmente brincadeiras. Mando bocas dos políticos, como mando das restantes figuras públicas (o SL é irresisitível, como diz o RAP as piadas escrevem-se praticamente sózinhas...). Mas a política é algo de privado na minha vida. Diz-me respeito a mim e a mais ninguém. Seria incapaz de fazer batalhas bloguísticas por assuntos desses. Quem é que quer saber das minhas opiniões? Seria tão ridículo pôr-me a comentar como comentar jogos de futebol...sei lá se jogaram bem ou mal. Uma pessoa que viu para aí três jogos na vida não sabe definir o que é jogar bem ou jogar mal. É como com a política, vejo os debates televisivos nas alturas "quentes" da política nacional e é tudo. Não tenho legitimidade para comentar.
Assim...resta-me a maternidade e...os iogurtes(?). E espero continuar assim. Para muitos possivelmente, uma cabecinha oca, para outros uma mera mamã. Para mim e para o meu filho, uma mãe dedicada e esforçada de um menino lindo e feliz!
Alguém, que me conhece muito bem, me disse que depois de ter sido mãe mudei completamente, estou muito menos tolerante (foi o adjectivo utilizado). Reflecti sobre o assunto e és capaz de ter razão (sim, és tu!). Tolero cada vez menos aquilo que não interessa. Perco cada vez menos tempo com coisas que não têm importância. Porque hoje tenho muitas "coisas" imprescindíveis em que pensar, porque o meu coração e a minha cabeça estão preenchidos, porque goto muito que assim seja, porque a minha felicidade depende de muito mais do que as coisas corriqueiras do mundo. O futebol nunca fez parte da minha vida. Não ligo, não gosto, irrita-me. Sou tipicamente gaja nisso, também. A política passa-me um bocado ao lado. Claro que tem importância. Nunca deixei de votar, em todas as eleições, em todos os referendos. Estive lá sempre. Tenho as minha convicções bem definidas e o meu voto nunca é "como calha". As bocas que mando, entre amigos, são pura e simplesmente brincadeiras. Mando bocas dos políticos, como mando das restantes figuras públicas (o SL é irresisitível, como diz o RAP as piadas escrevem-se praticamente sózinhas...). Mas a política é algo de privado na minha vida. Diz-me respeito a mim e a mais ninguém. Seria incapaz de fazer batalhas bloguísticas por assuntos desses. Quem é que quer saber das minhas opiniões? Seria tão ridículo pôr-me a comentar como comentar jogos de futebol...sei lá se jogaram bem ou mal. Uma pessoa que viu para aí três jogos na vida não sabe definir o que é jogar bem ou jogar mal. É como com a política, vejo os debates televisivos nas alturas "quentes" da política nacional e é tudo. Não tenho legitimidade para comentar.
Assim...resta-me a maternidade e...os iogurtes(?). E espero continuar assim. Para muitos possivelmente, uma cabecinha oca, para outros uma mera mamã. Para mim e para o meu filho, uma mãe dedicada e esforçada de um menino lindo e feliz!
16.7.04
Não sei se já disse isto...
...mas os iogurtes batidos com polpa de manga da Mimosa são os melhores iogurtes do mundo. Era capaz de comer meia dúzia de seguida.
A seguir a este lanche vou de fim-de-semana.
O blogger está diferente... tenho que explorar esta novas possibilidades. Isto agora parece o word. é mesmo internet para dummies. Ainda bem. É isso que me permite estar aqui a escrever.
A seguir a este lanche vou de fim-de-semana.
O blogger está diferente... tenho que explorar esta novas possibilidades. Isto agora parece o word. é mesmo internet para dummies. Ainda bem. É isso que me permite estar aqui a escrever.
14.7.04
Nunca vi tanta agitação - lógica e fundamentada - por estas paragens. É tão compensador que chega a ser estranho. Operam-se grandes mudanças. Sente-se no ar.
Ainda por aqui
Acreditam que ando por aqui a estas horas? Estive uma hora a pesquisar sobre Dan Brown, O Código Da Vinci, O priorado do Sião e ouros assuntos do género. Parece que há por aí muito boa gente muito perturbada com o livro. Fala-se mesmo em conspiração, situação muito grave, fraude, anti catolicismo, anti tradicionalismo... Há quem acuse Dan Brown de ser um mentiroso, um plagiador, um herege. Bem...o livro é de ler e chorar por mais. Essa é a verdade. Se os factos históricos são exactos ou não, não sei. Acho que ninguém no seu perfeito juízo pegará num romance daquela natureza e leva tudo à letra como se de uma Biblía se tratasse. Agora que certamente muitos dos factos ali relatados serão verdadeiros, isso faz mais do que sentido. Sou uma leiga no assunto e tentei perceber, agora há pouco, se o Dan Brown seria uma farsa assim tão grande. Do que vi não me pareceu. Escreveu um romance, altamente imaginativo e cativante, com base em algumas teorias sobre o catolicismo que, a meu ver, estão muito longe de serem fantasiosas e incredíveis. É só isso. É de espantar como pode haver gente tão verdadeiramente incomodada com o assunto. É preocupante ver até que ponto vai o fanatismo religioso de algumas pessoas. O livro vale o que vale, ninguém vai deixar de ser católico pelo que ali lê. Aliás, muito pelo contrário. O catolicismo adquire até um renovado interesse. A instituição igreja é que perde mais um pouco de credibilidade, se é que isso ainda é possível.
13.7.04
gracinhas III
A minha afilhada mais nova, M. de 2 anos e 1 mês, chama-me "madinha" desde o dia do baptizado no passado dia 19 de Junho. Naturalmente, ao Rui chama "madinho".
A M. afilhada (há também a M. sobrinha) é, tal como o meu filho, um cromo difícil de encontrar e sai-se com cada uma... Sábado, antes das oito da manhã acordou cheia de energia e de fome. A mãe levantou-se estremunhada e tratou do pequeno almoço:
- Mamã, o papá está a domir?
- Sim, Mariana, para levantar cedo é a mamã que se levanta, não é? - disse a mamã mal humorada e somolenta.
- Mas o papá é um senhor bonito...
E o meu filho continua em grande forma...
Hoje de manhã o pai levou-o ao colégio no meu carro.
- Papá, onde tá o teu carro?
- A mãe levou para o trabalho.
- Ai Jajuja...
A M. afilhada (há também a M. sobrinha) é, tal como o meu filho, um cromo difícil de encontrar e sai-se com cada uma... Sábado, antes das oito da manhã acordou cheia de energia e de fome. A mãe levantou-se estremunhada e tratou do pequeno almoço:
- Mamã, o papá está a domir?
- Sim, Mariana, para levantar cedo é a mamã que se levanta, não é? - disse a mamã mal humorada e somolenta.
- Mas o papá é um senhor bonito...
E o meu filho continua em grande forma...
Hoje de manhã o pai levou-o ao colégio no meu carro.
- Papá, onde tá o teu carro?
- A mãe levou para o trabalho.
- Ai Jajuja...
12.7.04
mais gracinhas
No início do Stuart Little 2 (ainda se vê lá por casa com frequência) aparece o mítico Pégaso, ou cavalo alado. O H. um dia olhou para a imagem e saiu-se com esta:
- O cavalo é piu-piu
- Porquê, filho?
- Tem asas...
- O cavalo é piu-piu
- Porquê, filho?
- Tem asas...
IKEA
Mais uma incursão à nova catedral do consumo (designação de Nuno Markl). A loja tem coisas mesmo giras e a preços surpreendentes. Lá saímos todos contentes com um carro cheio de coisas úteis, bonitas e baratas. Duas ou três coisas menos necessárias (um picador de gelo?!?!?!). Nenhuma inutilidade daquelas que passados seis meses atiramos para o fundo da gaveta da tralha. A memória da mudança e dos quilos de coisas sem préstimo ainda está (felizmente) bem viva nas nossas cabeças.
O filhote ficou com os avós, porque nós queríamos efectivamente fazer compras e escolher coisas e já percebemos que ir com ele é uma tortura para todos. Aliás, ele precisa de passar algum tempo com os avós. Faz falta aos avós e aos netos aturarem-se uns aos outros.
Quando chegámos para almoçar estava a dar a Fórmula 1. Paixão do pai (que só perde aquilo por um motivos de força maior, como é o caso de compras para a casa nova!) e agora também paixão do filho. O meu pai estava perdido de riso com o neto. Contou-nos, todo inchado, o seguinte diálogo:
- Quem é ete, avô?
- É o Schumacher
- E ete carro vede?
- Esse não sei...
O miúdo continuou com os olhos pregados à televisão, atento à corrida. Entretanto, aparece no écran o nome do tal piloto do carro verde e o meu pai diz-lhe:
- Olha, o do carro verde é o Weber
O miúdo olha para ele com estranheza e desconfiança:
- Então não sabias e agora já sabes?
O filhote ficou com os avós, porque nós queríamos efectivamente fazer compras e escolher coisas e já percebemos que ir com ele é uma tortura para todos. Aliás, ele precisa de passar algum tempo com os avós. Faz falta aos avós e aos netos aturarem-se uns aos outros.
Quando chegámos para almoçar estava a dar a Fórmula 1. Paixão do pai (que só perde aquilo por um motivos de força maior, como é o caso de compras para a casa nova!) e agora também paixão do filho. O meu pai estava perdido de riso com o neto. Contou-nos, todo inchado, o seguinte diálogo:
- Quem é ete, avô?
- É o Schumacher
- E ete carro vede?
- Esse não sei...
O miúdo continuou com os olhos pregados à televisão, atento à corrida. Entretanto, aparece no écran o nome do tal piloto do carro verde e o meu pai diz-lhe:
- Olha, o do carro verde é o Weber
O miúdo olha para ele com estranheza e desconfiança:
- Então não sabias e agora já sabes?
Mais uma semana...
Os fins de semana são sempre curtos, é claro. Mas os meus agora são um exagero. Aquilo nem 12 horas deve ter. Tenho ainda tanta coisa para arrumar, desencaixotar, organizar, pendurar...e estamos no Verão e moro a dois passos da praia e ainda não pus lá os pés uma única vez!!!! Dá para acreditar?
Sábado de manhã. Acordamos. Olhamos um para o outro. Planos...a vontade é vestir fatos de banho, pegar no pimpolho e... praia. Mas depois vem o bom senso (essa coisa irritante): ainda andamos a tropeçar em candeeiros e varões de cortinado pela casa toda, vamos mas é pendurar mais umas coisas e depois à tardinha vamos à praia. Pois. Não fomos. Sábado estava um lindo dia de Inverno, por isso nem custou muito. Domingo foi mais doloroso. Mas está quase! Acho que em breve podemos entrar num ritmo normal.
Agora é outra vez segunda feira. Mais uma semana à espera de um fim de semana, dois dias inteirinhos por nossa conta.
Sábado de manhã. Acordamos. Olhamos um para o outro. Planos...a vontade é vestir fatos de banho, pegar no pimpolho e... praia. Mas depois vem o bom senso (essa coisa irritante): ainda andamos a tropeçar em candeeiros e varões de cortinado pela casa toda, vamos mas é pendurar mais umas coisas e depois à tardinha vamos à praia. Pois. Não fomos. Sábado estava um lindo dia de Inverno, por isso nem custou muito. Domingo foi mais doloroso. Mas está quase! Acho que em breve podemos entrar num ritmo normal.
Agora é outra vez segunda feira. Mais uma semana à espera de um fim de semana, dois dias inteirinhos por nossa conta.
9.7.04
Baby-sitting? Ummm....baby-runnig!
O papá ficou em casa com o filhote como medida de prevenção de uma gastroentrite viral que atravessa o colégio. Ficar com ele em casa, nesta fase, significa não fazer absolutamente mais nada do que andar atrás dele a evitar as inúmeras patifarias que vai fazendo, umas mais outras menos inofensivas para a sua própria integridade física. Mas...no fim do dia (cansativo, exaustivo, às vezes) o saldo é sempre positivo e muito compensador. É que, no meio daquilo tudo, existem sempre momentos muito bonitos. Conversas giríssimas. Gestos de carinho. Uma cumplicidade que se sente naqueles olhos que espelham inteligência. E é muito compensador conversar com ele e ver que ele percebe tudo o que se lhe diz. Sempre conversámos muito com ele e eu sempre o bombardeei um pouco com perguntas e, surpreendentemente, recebo cada vez mais respostas. Respostas com lógica e de coisas que, muitas vezes, nem estava à espera que soubesse.
Eu sei que o papá também vai acabar o dia com esse sentimento de satisfação. Embora lhe apeteça mais deitar-se ao comprido no sofá do que ir trabalhar...Apesar do tom de desespero na voz que senti há pouco ao telefone, sei que isso representa apenas um momento e não a totalidade dos sentimentos do dia. O mais desesperante para o papá é não conseguir que ele coma nada de jeito. O miúdo com ele raramente come bem, não sei bem porquê. Se calhar sente a insegurança dele, ou simplesmente não tem fome. Se isso me incomodava quando ele tinha 6 ou 7 meses, hoje com dois anos e três meses, é-me indiferente. Não quer não come. Dose reforçada de papa ao lanche e o assunto está resolvido. Ok, o percentil cinco não nos deixa a pensar que tem reservas para um mês...mas não é uma ou outra refeição menos boa que o vai prejudicar. Por isso, papá, não te rales com pormenores e goza o dia inteirinho com ele. Não tens muitos desses!
Ontem, enquanto faziamos um desenho:
eu - Agora vou fazer o céu...aqui está o...
ele - Soi! Faz o soi, mamã...
eu - e o que é que há mais no céu?
ele - as núvens...
eu - e agora vou fazer o céu de noite. O que há no céu à noite?
ele - a lua.
eu - e mais...
ele - as estelas...
Eu sei que o papá também vai acabar o dia com esse sentimento de satisfação. Embora lhe apeteça mais deitar-se ao comprido no sofá do que ir trabalhar...Apesar do tom de desespero na voz que senti há pouco ao telefone, sei que isso representa apenas um momento e não a totalidade dos sentimentos do dia. O mais desesperante para o papá é não conseguir que ele coma nada de jeito. O miúdo com ele raramente come bem, não sei bem porquê. Se calhar sente a insegurança dele, ou simplesmente não tem fome. Se isso me incomodava quando ele tinha 6 ou 7 meses, hoje com dois anos e três meses, é-me indiferente. Não quer não come. Dose reforçada de papa ao lanche e o assunto está resolvido. Ok, o percentil cinco não nos deixa a pensar que tem reservas para um mês...mas não é uma ou outra refeição menos boa que o vai prejudicar. Por isso, papá, não te rales com pormenores e goza o dia inteirinho com ele. Não tens muitos desses!
Ontem, enquanto faziamos um desenho:
eu - Agora vou fazer o céu...aqui está o...
ele - Soi! Faz o soi, mamã...
eu - e o que é que há mais no céu?
ele - as núvens...
eu - e agora vou fazer o céu de noite. O que há no céu à noite?
ele - a lua.
eu - e mais...
ele - as estelas...
6.7.04
Pessoas
Gosto de pessoas. Sempre gostei de estar com pessoas. Conversar horas a fio. Falar sobre coisas profundas ou banais. Importantes ou nem tanto. Adoro ir a cidades diferentes, noutros países e misturar-me com as pessoas. Não ficar encerrada em igrejas e museus e andar pela cidade: no metro em hora de ponta, nos restaurantes das ruas secundárias onde vão maioritariamente os locais. Gosto de perceber como vivem, como passam os tempos livres, como se comportam socialmente. Gosto de conhecer pessoas novas. Não me importo absolutamente nada quando vou, por exemplo, a um casamento e me colocam numa mesa onde não conheço ninguém. Também não me chateia nada ir a um restaurante ou a Conferências e Seminários sozinha. Regra geral meto sempre conversa com alguém e acabo por conhecer pessoas interessantes com conversas inteligentes e aprendo sempre qualquer coisa nova. Chego à conclusão que já percebo porque é que a área que escolhi na escola secundária se chamava "humanísticas" e a faculdade que frequentei inclui no seu nome a expressão "Ciências Humanas". É mesmo isso que eu gosto: homo sapiens sapiens. Somos fascinantes. No bom, no óptimo e no péssimo que há nesta curiosa espécie.
É por isso que esta história dos blogs me agrada tanto. Trata-se de gente. Pessoas anónimas (a maior parte) e conhecidas (algumas) falando sobre si, sobre diversos aspectos da sua vida, comentando o que se vai passando à nossa volta. Uns escrevem muito bem, outros nem tanto. Mas todos têm algo para dizer. Todos querem partilhar de alguma maneira os seus sentimentos, opiniões, raivas, frustrações. Tenho vindo a descobrir pessoas que sentem exactamente o mesmo que eu em relação a certos assuntos. Por vezes a semelhança é tal que ficou espantada e penso "parece a minha alma gémea!". Isso já aconteceu tantas vezes que percebi que no fundo, na nossa essência, somos todos bastante parecidos. As preocupações são as mesmas, as alegrias e tristezas também não variam muito.
Acho que nem tenho muito jeito para isto do blog - mas há uma forma certa ou errada de o fazer? Visito blogs com tanta graça, sentido de humor e de oportunidade, outros cheios de sentimentos bonitos e que espelham a alma de quem os escreve, alguns são verdadeiras pérolas literárias com uma escrita irrepreensível, outros são uma seca tão grande que nem passo das primeiras linhas (devem ser escritos por alguns professores que tive, de certeza....), alguns são abertamente do contra e só existem para contrariar, há também aqueles que nem se percebe bem porque existem porque as pessoas não têm absolutamente nada para dizer (abstenho-me, por delicadeza, de fazer links)..., há ainda os técnicos: falam de um tema específico com conhecimento e propriedade. O meu blog não é carne nem é peixe. Escrevo sobre o que me vai na cabeça. E, como toda a gente, tenho momentos melhores e piores. Alturas em que estou soda cáustica e alturas em que, como a outra, tou nem aí! Apetece-me escrever sobre o meu filho, que é o assunto que domina para aí 95% da minha cabeça, mas confesso que por vezes sou um pouco egoísta e não me apetece partilhá-lo. Além do mais não tenho a mestria de algumas pessoas que tornam os mais pequenos momentos do dia-a-dia em prosas lindas que nos enternecem e fazem sorrir. Nem consigo ter a habilidade de outros para pôr no papel os momentos piores que passamos com as crianças (e há tantos) sem parecer que sou uma megera de mãe.
Escrevo ao sabor do meu pensamento, sem grandes cuidados, sem reler o que escrevi. Sai isto. Ainda há quem leia. Mesmo que não haja isso é absolutamente indiferente. Escrevi, postei, já está. Até amanhã.
Vou continuar. Porque isto é mesmo à minha medida e faz-me bem à alma. Continuarei a escrever sobre o que me vem à cabeça e continuarei a ler sempre os outros blogs...uns mais assiduamente que outros...uns são habitues, outros one view stand.
É por isso que esta história dos blogs me agrada tanto. Trata-se de gente. Pessoas anónimas (a maior parte) e conhecidas (algumas) falando sobre si, sobre diversos aspectos da sua vida, comentando o que se vai passando à nossa volta. Uns escrevem muito bem, outros nem tanto. Mas todos têm algo para dizer. Todos querem partilhar de alguma maneira os seus sentimentos, opiniões, raivas, frustrações. Tenho vindo a descobrir pessoas que sentem exactamente o mesmo que eu em relação a certos assuntos. Por vezes a semelhança é tal que ficou espantada e penso "parece a minha alma gémea!". Isso já aconteceu tantas vezes que percebi que no fundo, na nossa essência, somos todos bastante parecidos. As preocupações são as mesmas, as alegrias e tristezas também não variam muito.
Acho que nem tenho muito jeito para isto do blog - mas há uma forma certa ou errada de o fazer? Visito blogs com tanta graça, sentido de humor e de oportunidade, outros cheios de sentimentos bonitos e que espelham a alma de quem os escreve, alguns são verdadeiras pérolas literárias com uma escrita irrepreensível, outros são uma seca tão grande que nem passo das primeiras linhas (devem ser escritos por alguns professores que tive, de certeza....), alguns são abertamente do contra e só existem para contrariar, há também aqueles que nem se percebe bem porque existem porque as pessoas não têm absolutamente nada para dizer (abstenho-me, por delicadeza, de fazer links)..., há ainda os técnicos: falam de um tema específico com conhecimento e propriedade. O meu blog não é carne nem é peixe. Escrevo sobre o que me vai na cabeça. E, como toda a gente, tenho momentos melhores e piores. Alturas em que estou soda cáustica e alturas em que, como a outra, tou nem aí! Apetece-me escrever sobre o meu filho, que é o assunto que domina para aí 95% da minha cabeça, mas confesso que por vezes sou um pouco egoísta e não me apetece partilhá-lo. Além do mais não tenho a mestria de algumas pessoas que tornam os mais pequenos momentos do dia-a-dia em prosas lindas que nos enternecem e fazem sorrir. Nem consigo ter a habilidade de outros para pôr no papel os momentos piores que passamos com as crianças (e há tantos) sem parecer que sou uma megera de mãe.
Escrevo ao sabor do meu pensamento, sem grandes cuidados, sem reler o que escrevi. Sai isto. Ainda há quem leia. Mesmo que não haja isso é absolutamente indiferente. Escrevi, postei, já está. Até amanhã.
Vou continuar. Porque isto é mesmo à minha medida e faz-me bem à alma. Continuarei a escrever sobre o que me vem à cabeça e continuarei a ler sempre os outros blogs...uns mais assiduamente que outros...uns são habitues, outros one view stand.