28.1.04
Viagem
Saí de casa e o sol já ameaçava romper as nuvens. Nove graus, mas feels like quatro ou cinco. Entro no carro e depois de pôr o cinto, ligo o motor e logo a seguir, o rádio. Vício matinal de ouvir a Best. Estamos na rubrica "Músicas para Sonhar"...os Fraggles! Lembro-me perfeitamente. É de Jim Henson, tal como...The Muppet Show! O sol entretanto consegue levar a dele avante e aparece. Esplendoroso, parece afirmar que não é Inverno, que estamos todos enganados. Começo o meu percurso sinuoso de fuga ao trânsito. Passo por uma imensidão de ruas onde nada parece acontecer. Finalmente a ponte...e o sol a reinar sobre a capital. É um cenário e tanto...Senti aquela sensação de felicidade que de vez em quando se apodera de mim. A palavra que melhor definirá esse sentimento é paz. A doce sensação de estar em paz com o mundo e comigo mesma.
Não me tentem aborrecer hoje. Quero permanecer assim com esta sensação de que sou a pessoa mais feliz do mundo. Tenho dois grandes amores na minha vida. E muitos outros amores e amizades que me acompanham no dia-a-dia.
Cheguei. Até amanhã.
Não me tentem aborrecer hoje. Quero permanecer assim com esta sensação de que sou a pessoa mais feliz do mundo. Tenho dois grandes amores na minha vida. E muitos outros amores e amizades que me acompanham no dia-a-dia.
Cheguei. Até amanhã.
26.1.04
Figas!
Viv'ó Gordo!
Finalmente ontem, e depois de muito tempo, o Herman Sic teve alguém com piada...o "Johnson Aires" tem mesmo uma imensa graça. Tive pena de não ver o programa todo. Mas realmente, além de ter passado o tempo a fazer zapping para tentar saber mais notícias do Feher, tive que ir dormir. Sim, porque a televisão em Portugal, infelizmente, é uma "televisão para vadios". Quem tem que acordar cedo para trabalhar perde as poucas coisas que valem a pena... ou então é como o professor Marcelo que costuma afirmar que lhe bastam 3 ou 4 horitas de sono diário para manter aquela genica. Não é, definitivamente, o meu caso.
Infelizmente não vou assistir ao espectáculo do Jô no CCB. Mas gostava.
Infelizmente não vou assistir ao espectáculo do Jô no CCB. Mas gostava.
23.1.04
Amor é um livro - Sexo é esporte
Sexo é escolha - Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela - Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa - Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão - Sexo é pagão
Amor é latifúndio - Sexo é invasão
Amor é divino - Sexo é animal
Amor é bossa nova - Sexo é carnaval
Amor é para sempre - Sexo também
Sexo é do bom - Amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um - Sexo é dois
Sexo antes - Amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora
AMOR E SEXO
(Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor)
Sexo é escolha - Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela - Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa - Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão - Sexo é pagão
Amor é latifúndio - Sexo é invasão
Amor é divino - Sexo é animal
Amor é bossa nova - Sexo é carnaval
Amor é para sempre - Sexo também
Sexo é do bom - Amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um - Sexo é dois
Sexo antes - Amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora
AMOR E SEXO
(Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor)
22.1.04
Nó na garganta
Estou a recuar aos meus quatro anos e lembro-me como se fosse hoje da angústia, do medo, da incompreensão e do sentimento de abandono. Deve ser isto o chamado "trauma de infância" de que se fala a toda a hora. Existe, tal como o complexo de édipo e todas essas coisas que estudamos a psicologia. Toda a vida esteve latente em mim, embora eu nunca tenha percebido. Veio agora ao de cima. És tão pequenino e, embora já comuniques de uma forma admirável para os teus 21 meses, não deixas de ter essa tão tenra idade. Sinto que estás a sofrer um bocadinho com a adaptação à nova sala do colégio! Mas tem que ser...fazem parte do crescimento essas contrariedades e essas pequenas angústias. Adorava proteger-te de tudo isso, conseguir que nunca sentisses medo, que fosses plenamente FELIZ! Mas, mesmo que o conseguisse fazer durante um tempo, um dia iria descobrir que só te teria feito mal. Assim, engulo em seco enquanto sofro contigo. Relembro a minha própria ida para o colégio, longe das asinhas protectoras da minha querida avó, e tento ao máximo compreender-te e compensar-te enquanto não estás lá. Mas estou com um nó na garganta...
20.1.04
Sem comentários
Eu continuo "sem comentários". Vocês têm que me lembrar para eu arranjar paciência para os colocar aqui. Gosto de ter fio de beque...
Bo'dia!
Hoje acordaste com uma boa disposição contagiante. Preparava-me para a birrinha habitual (sais mesmo à mãezinha!) e tu abres os olhinhos ensonados sorris com o sorriso maroto que te é tão próprio e cumprimentas-me com uma rasgado sorriso "Bo'Dia"!!! E eu...ganhei este dia naquele segundo. Agora: venham as chatices, as melguices do costume o trabalho aos montes...venham eles que eu não me importo! Ganhei o dia com o mais doce sorriso do mundo logo pela manhã...
16.1.04
Blogo, logo existo
A frase não é minha. Li-a algures num blog qualquer que me passou à frente. Não me lembro qual. Mas hoje começa a fazer todo o sentido. É viciante. Tornou-se um ritual ver o que os meus blogueiros preferidos escreveram no dia anterior. Há aqueles que escrevem raramente, mas sempre com alguma graça. Há os fanáticos que escrevem sagradamente todos os dias e às vezes mais do que uma vez por dia. Há os moderados que escrevem quando têm alguma coisa a dizer. E depois ainda há aqueles que usam o Blog para trocar mensagens entre si. É engraçado porque tenho descoberto novas coisas sobre as pessoas que me rodeiam. É mais uma forma de as conhecer melhor e chegar mais perto daquilo que são verdadeiramente. Regra geral as pessoas são verdadeiras no que escrevem no Blog. Como que tiram a máscara que inevitavelmente todos temos que envergar e mostram aquilo que lhes vai na alma. É como um diário...mas com a pequena-grande diferença que em vez de secreto é aberto a milhões de pessoas, num pseudo-anonimato que consola de alguma maneira, dando a sensação de desabafo. É mesmo giro!
Por enquanto vou continuar por aqui.
Por enquanto vou continuar por aqui.
15.1.04
A Dois
Obrigada aos responsáveis pela grelha da 2. A ideia de pôr o Noddy às oito da manhã livra-me de começar o dia com um ataque de nervos.
14.1.04
A ténue linha de fronteira...
..entre carácter e estupidez, entre ambição e inveja, entre sensatez e medo.
Hoje deparei-me com as pequenas grandes diferenças que separam todos estes sentimentos ou estados de alma. Hoje percebi que por vezes a fronteira é ténue e que os limites são tão difíceis de definir como fáceis de ultrapassar. O que distingue as pessoas umas das outras é isto mesmo. Uns sabem, outros não.
Também faço 30 este ano...e ainda aprendo tanto todos os dias!Todos os dias quebro correntes e descubro mais sobre quem me rodeia. E, felizmente, a maior parte das coisas até são boas. Mas há outras... (não é Jô?).
As pessoas são bichinhos selvagens, semi-dosmeticados e fechadinhos em jaulas. De sapiens temos, de facto e ao contrário do que pensamos, muito pouco.
Mas é mesmo assim...e, remetendo para o post anterior, life is...
Hoje deparei-me com as pequenas grandes diferenças que separam todos estes sentimentos ou estados de alma. Hoje percebi que por vezes a fronteira é ténue e que os limites são tão difíceis de definir como fáceis de ultrapassar. O que distingue as pessoas umas das outras é isto mesmo. Uns sabem, outros não.
Também faço 30 este ano...e ainda aprendo tanto todos os dias!Todos os dias quebro correntes e descubro mais sobre quem me rodeia. E, felizmente, a maior parte das coisas até são boas. Mas há outras... (não é Jô?).
As pessoas são bichinhos selvagens, semi-dosmeticados e fechadinhos em jaulas. De sapiens temos, de facto e ao contrário do que pensamos, muito pouco.
Mas é mesmo assim...e, remetendo para o post anterior, life is...
13.1.04
Protestos
Tem havido alguns protestos pelo meu silêncio. Não muitos, como atesta o meu counter, mas alguns.
Pois é. A vida é lixada. Como já alguém disse...Life is like a box of chocolates, you never know what you're gonna get!.
Uns dias pasmamos de marasmo em frente ao écran. Outros atrofiam-nos de tretas para fazer. Eu prefiro a segunda hipótese. Mesmo pagando a factura de deixar de ter tempo para escrever uns blogs.
Prometo organizar-me para, ainda assim, conseguir escrever umas coisas de vez em quando.
Agora...adeus!
Pois é. A vida é lixada. Como já alguém disse...Life is like a box of chocolates, you never know what you're gonna get!.
Uns dias pasmamos de marasmo em frente ao écran. Outros atrofiam-nos de tretas para fazer. Eu prefiro a segunda hipótese. Mesmo pagando a factura de deixar de ter tempo para escrever uns blogs.
Prometo organizar-me para, ainda assim, conseguir escrever umas coisas de vez em quando.
Agora...adeus!
2.1.04
Ainda o balanço
Letargia
Entrei em 2004 cheia de sono! Meia-noite e picos e eu a bocejar...passei o primeiro dia do ano na mesma. Se a tradição popular estiver correcta este vai ser o ano do sono.
Adiante.
Reveillon...
Foi uma passagem de ano original. Uma autêntica corrida contra o tempo. No dia 31 depois do almoço rumei a uma grande superfície para fazer (calmamente pensava eu) umas compras para o jantar. Estava o estado de sítio instalado. Demorei mais de uma hora a comprar meia dúzia de coisas, porque os corredores do hipermercado pareciam o garrafão da ponte em hora de ponta. Tudo o que tentei fazer a partir daí demorou, e demorou, e demorou.
Quando finalmente cheguei ao meu destino já estava acompanhada. Fui buscar o meu filhote a casa da avó. Avó essa que teve um dia em cheio! O miúdo estava mais reguila que nunca e quase destruiu a casa toda. Calhou-me a mim fazer o jantar com ele aos pinotes por ali. Foi emocionante. O meu companheiro de infortúnio do momento foi a bóia de salvação. Se não fosse ele (é padrinho da criança, tem mais é que se aguentar...) teríamos acabado a jantar pizzas. Quando o pai da criança chegou do trabalho lá assumiu o papel de baby-sitter - 60 segundos por minuto - 60 minutos por hora e a coisa compôs-se.
Mas tudo está bem quando acaba bem e, no final, tudo estava perfeito! A lasagna saiu no ponto, a mesa estava linda e as sobremesas uma delícia. Continuaram os pinotes do saltitão que, contra todas as expectativas, passou a noite bem acordado a brindar com Champomy! Adorou a "peta" (=festa) mas teve "meno" (=medo) do fogo de artifício que parece ter sido preparado de propósito para nós assistirmos da varanda.
A grávida de serviço estava bem disposta e a bebé decidiu dar-lhe uma folga daquele jogo de "vou nascer, não vou nascer" que decidiu empreender desde a semana passada. Lá se aguentou quietinha e decidiu que 2004 é um ano bem melhor para vir ao mundo. É bisexto e par. Tem tudo para ser excelente!
Viva 2003!
Para recordar ficaram os pensamentos e o sentimento de satisfação com que me deitei nessa noite. Fazendo um balanço de 2003 descobri que fiz grandes aquisições e que só tenho razões para estar feliz.
Normalmente diz-se que a família não se escolhe, justificando que ninguém é obrigado a dar-se às mil maravilhas com aqueles que nos calharam na rifa sem termos pedido nada a ninguém. Mas há casos em que a família realmente se escolhe. Há casos em que se consegue fazer o dois em um, e as pessoas da família tornam-se verdadeiros amigos. Daqueles a quem não é preciso dizer nada e que sabemos que estão lá. O porto de abrigo dos dias maus, os companheiros dos dias bons.
Tive a imensa sorte de concretizar isso mesmo na primeira e na segunda família que me calharam na rifa. E isso sim...é mesmo importante...
Entrei em 2004 cheia de sono! Meia-noite e picos e eu a bocejar...passei o primeiro dia do ano na mesma. Se a tradição popular estiver correcta este vai ser o ano do sono.
Adiante.
Reveillon...
Foi uma passagem de ano original. Uma autêntica corrida contra o tempo. No dia 31 depois do almoço rumei a uma grande superfície para fazer (calmamente pensava eu) umas compras para o jantar. Estava o estado de sítio instalado. Demorei mais de uma hora a comprar meia dúzia de coisas, porque os corredores do hipermercado pareciam o garrafão da ponte em hora de ponta. Tudo o que tentei fazer a partir daí demorou, e demorou, e demorou.
Quando finalmente cheguei ao meu destino já estava acompanhada. Fui buscar o meu filhote a casa da avó. Avó essa que teve um dia em cheio! O miúdo estava mais reguila que nunca e quase destruiu a casa toda. Calhou-me a mim fazer o jantar com ele aos pinotes por ali. Foi emocionante. O meu companheiro de infortúnio do momento foi a bóia de salvação. Se não fosse ele (é padrinho da criança, tem mais é que se aguentar...) teríamos acabado a jantar pizzas. Quando o pai da criança chegou do trabalho lá assumiu o papel de baby-sitter - 60 segundos por minuto - 60 minutos por hora e a coisa compôs-se.
Mas tudo está bem quando acaba bem e, no final, tudo estava perfeito! A lasagna saiu no ponto, a mesa estava linda e as sobremesas uma delícia. Continuaram os pinotes do saltitão que, contra todas as expectativas, passou a noite bem acordado a brindar com Champomy! Adorou a "peta" (=festa) mas teve "meno" (=medo) do fogo de artifício que parece ter sido preparado de propósito para nós assistirmos da varanda.
A grávida de serviço estava bem disposta e a bebé decidiu dar-lhe uma folga daquele jogo de "vou nascer, não vou nascer" que decidiu empreender desde a semana passada. Lá se aguentou quietinha e decidiu que 2004 é um ano bem melhor para vir ao mundo. É bisexto e par. Tem tudo para ser excelente!
Viva 2003!
Para recordar ficaram os pensamentos e o sentimento de satisfação com que me deitei nessa noite. Fazendo um balanço de 2003 descobri que fiz grandes aquisições e que só tenho razões para estar feliz.
Normalmente diz-se que a família não se escolhe, justificando que ninguém é obrigado a dar-se às mil maravilhas com aqueles que nos calharam na rifa sem termos pedido nada a ninguém. Mas há casos em que a família realmente se escolhe. Há casos em que se consegue fazer o dois em um, e as pessoas da família tornam-se verdadeiros amigos. Daqueles a quem não é preciso dizer nada e que sabemos que estão lá. O porto de abrigo dos dias maus, os companheiros dos dias bons.
Tive a imensa sorte de concretizar isso mesmo na primeira e na segunda família que me calharam na rifa. E isso sim...é mesmo importante...