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26.9.04

Cinco, quatro, três... 

...dois, um...
e é hoje!

Parabéns a mim! A Leste do Paraíso faz hoje um ano. Tentei criar aqui um pouco de suspense em relação a este verdadeiro "acontecimento". Como podem verificar nos comentários ao "post-mistério" de dia 20, a curiosidade dos meus leitores foi comovente. Foi dificil não dizer a ninguém para quê que faltavam afinal cinco dias...tantas as pressões que sofri.

Agora a sério. A verdade é que graças a esta coisa chamada blog que descobri há pouco mais de um ano, consegui escrever mais sobre mim e sobre a minha vida do que nos 29 anos anteriores. As quebras foram mais que muitas, mas houve sempre cá dentro uma vontade de continuar. Agora é que já não sei se continua a fazer muito sentido. O primeiro aniversário é uma boa desculpa para pôr o ponto final definitivo. Mas não sei se me apetece. Para já, impõe-se uma pausa. Depois de voltar do Paraíso...logo resolverei se regressarei A Leste dele novamente.

Até breve!

24.9.04

A decisão 

Hoje de manhã o H. disse ao pai, na viagem até ao colégio, que não ia dormir à tarde. O pai perguntou-lhe porquê. A resposta, pronta e imediata, foi: "Não me apatece, tenho coisas para fazer". A mais um porquê do pai disse apenas: "Decidi".
Há pouco telefonei, como habitualmente, para o colégio para saber como estava a ser o dia. A voz familiar do outro lado da linha disse-me num tom admirado, visto tratar-se de algo muito raro: "está óptimo, comeu muito bem, mas hoje não dormiu!".
O H. decidiu. Está decidido.

E eu estou tramada....

Reforma 

Vou pedir a reforma das minhas funções de bruxa. Voltaram a falhar. Parece que perdi os meus poderes clarividentes. Também estou sem inspiração para escrever. Isto vai mal. Estou a precisar de um retiro espiritual.

20.9.04

Faltam 5 dias...

17.9.04

A propósito de bebés... 

Ontem falávamos de bebés, nomes de bebés, o desta é menina o daquela é menino, blá, blá...Com a quantidade de bebés e grávidas que proliferam por aí é assunto recorrente. O H. brincava na sua casinha aparentemente distraído. Claro que estava a ouvir a conversa toda (lembra-me que temos mesmo que ter cuidado com o que dizemos à frente dele...). Parou a olhar para nós...e perguntou:
- Qual bebé?
- O da T. , lembras-te da T.? Lembras-te que a T. tem um bebé na barriga? Agora a T. já sabe que é uma menina e vai chamar-se Inês...
- Eu também tenho um bebé na minha barriga...
- Ah, é? E como se chama o teu bebé?
- Catalina (Catarina)...

E lá se deita por terra a conversa de ontem sobre nomes...Afinal já percebi que se for ele a escolher o nome da mana será Catarina. O nome que ele teria se fosse uma menina...curioso.

Ah! E não estou grávida! Antes que comeces com ideias... Continuo a beber caipirinhas e a comer carne mal passada!



16.9.04

Quebrar a Corrente foi apagado. Tenho pena. Fez-me rir como poucos. Os textos da dicotomia homem/mulher são hilariantes...e também me fez deitar umas lágrimas de vez em quando. Revelou-me uma faceta que eu não conhecia na respectiva autora. Acho que este espaço faz bem às pessoas, ajuda-as a libertar ideias e pensamentos que de outra forma não conseguiriam fazer. Mas só enquanto dura a vontade e a inspiração. É como a paixão, no fundo. Intensa mas efémera. Agora vou tirar o link aqui da coluna do lado direito e esperar por outro. Ou não.
Não deixes de escrever: em público ou em privado, mas escreve.


14.9.04

Férias, dêem-me férias... 

A três semanas das férias sobra-me trabalho e falta-me vontade de o fazer. Só penso em férias, férias, férias...
Agora não sei muito bem por onde começar. O tema está a ficar um pouco batido. Aqui pela minhas bandas já se mudava de assunto, dava mesmo muito jeito. Acho que vou propor à administração uma mudança de ramo. Algo que cheire bem, para variar, era bem vindo. E se nos dedicássemos à perfumaria? É que é mesmo dificil estar há cinco anos a escrever exactamente sobre a mesma coisa.
Às vezes gostava que me desse tanta vontade de escrever as coisas que tenho que escrever no trabalho, como me dá vontade de escrever este blog. Isso é que era produtividade! A verdade é que nesta ilha aqui é que se está bem. À volta o mar é mesmo traiçoeiro. Cheio de tempestades e vagas de 10 metros, incluindo alguns piratas à solta. Esta ilha é um mar de serenidade. Lá de vez em quando há uns peixinhos que dão uns saltinhos fora de água...mas nada de grave. 'Bigada miúdas, por ajudarem o tempo a passar e...com bom humor!



10.9.04

Até que enfim...já posso ter aqui a idade da minha pulguinha. Agora já existe até ao 4º aniversário. Tou contente!

9.9.04

Instantâneo 

Retenho até agora na memória aquele instante em que te viraste para o lado, te aninhaste entre a fraldinha de pano e o colchão e, de olhos semicerrados e chucha na boca, disseste: "então vai lá...".
São momentos aparentemente insignificantes como este que gosto de escrever. Registar, aqui, porque de outra maneira acabariam por ficar esquecidos entre as muitas memórias da tua vida.
Ontem ficámos sózinhos os dois, como acontece tantas vezes. Normalmente é uma canseira extra. Não está lá o papá para te ir deitar - seguindo aquele ritual diário do fazer xixi, lavar os dentes, ... - enquanto eu vou arrumando a cozinha. Não sou capaz de te deixar sozinho depois de estarmos um dia inteiro separados. Por isso espero que chegue o teu soninho, o que nunca é à hora que devia ser num menino da tua idade, para te ir deitar e só depois disso arrumo as coisas e organizo a casa para o dia seguinte. Fica sempre muito tarde e normalmente quando estou sozinha a cena corre sempre pior. É sempre nesses dias que decides fazer uma monumental birra para adormecer e te levantas da cama dez vezes antes de te deixares vencer pelo sono.
Ontem não foi assim. Quando te pousei na caminha disse-te muito baixinho..."agora faz um ó-ó. Sabes o que a mamã vai fazer?", "não...o quê?", "vou lavar a louça e arrumar a cozinha...", "puquê?", "porque está tudo desarrumado e a mamã também está com sono e quer ir dormir". Foi aí que me disseste "então vai lá...". O tom foi de "vai que eu porto-me bem...". Sussurrei-te ao ouvido a frase do costume "Sonha com os anjos. Dorme bem meu príncipe"...respondeste-me, enroscadinho na fraldinha "Dome bem, pinxesa...".
Saí do quarto de lágrimas nos olhos. Estás incrivelmente crescido. Se por um lado é lindo e maravilhoso ver-te crescer. Esta atitude tão adulta assusta-me. Não consigo deixar de pensar que o tempo está a passar depressa demais e que eu estou mais de metade do dia longe de ti.

3.9.04

Habituei-me a partilhar tudo contigo. Quando há alguma coisa em que não estamos em sintonia, em que te afastas do meu mundo, sinto-me desconfortável. Outras vezes peço-te espaço. É verdade. A cabeça das mulheres não é fácil de entender. Invejo-vos, seres do sexo masculino, a feliz capacidade de ver as coisas de um modo tão preto no branco. Vocês são efectivamente básicos, aqui o termo é aplicado no bom sentido.

Existe um "bom sentido" de básico?

1.9.04

Rotina 

De regresso à rotina. Às vezes sabe bem. Filho de volta a casa. Casa com brinquedos espalhados por todo o lado. Voltar a olhar bem para o chão antes de o pisar e nunca, mas nunca, recuar sem olhar para trás. Sabem o que acontece quando se põe o pé em cima de um carrinho mal estacionado? Não queiram saber. De volta ao colégio. Nova sala. Novos colegas. Nova educadora. Uma vida nova!
Foram quatro dias de mimos, e de passeios, e de sol, e muita água! Matámos as saudades. Agora estão os avós a sentir a falta da presença de 90 cm. De ver onde põem os pés. De terem brinquedos pela casa toda...É assim. Mas a experiência é para repetir. A criança cresceu, em todos os aspectos. E se continuar assim vai ser um líder. Essa é certa...
Voltámos a pagar portagem, logo, o trânsito melhorou. Hoje já não houve sol :-( Esta parte já não gostei.

No Zoo
Ao entrar no jardim zoológico, e dirigindo-se aos primeiros animais que aparecem, braços abertos (estilo Cristo-Rei), grita alto e bom som:
- Olá, ovelhas (eram uma espécie qualquer de bambis...), já cheguei, não me conhecem?
A desilusão foi não poder ir lá dar festinhas neles todos. Até nos crocodilos queria ir mexer. Por isso é que gostou muito da quintinha pedagógica.
Decidiu logo que queria ir andar no teleférico. Estávamos com dúvidas se o havíamos de levar, uma vez lá em cima não dá para voltar atrás...e a perspectiva da criancinha a berrar nas alturas não me estava a convencer, mas ele decidiu logo que queira ir andar "naquilo". E fomos. Não teve medo. É muito corajoso. Já a mamã confessa que não se sente muito à vontade naquela geringonça...



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