27.8.04
Agora que estou a acompanhar diariamente uma gravidez, aqui mesmo à minha frente, recordo a minha própria experiência. Foi tudo tão fantástico, maravilhoso e estranho! Senti-me uma rainha durante todo esse tempo, era como se fosse sempre o meu aniversário. Passei por todas as coisas menos boas com vontade férrea, sem desanimar, sem deixar espaço à falta de coragem. Enfrentei verdadeiramente a vida de frente, sem baixar os braços. Acho que nunca fui tão corajosa, paciente e benevolente. E foi tudo obra do milagre que é gerar dentro de nós um novo ser, uma pessoa nova em folha. Foi esse sentimento primário e animal, da continuação da espécie que pôs toda essa coragem em movimento, que me fez resistir a tudo, reclamar quando era preciso, enfrentar as situações e pôr tudo o que não interessava para trás das costas.
A primeira das provas foi a morte da minha avó. Grávida de cinco semaninhas apenas, sem perceber nada do que se estava a passar. Ainda cheia de dúvidas e pontos de interrogação tive que enfrentar a perda mais dolorosa da minha vida. A minha "mãe" velhinha, que viveu toda a sua vida em função dos filhos e das netas. A pessoa que esteve sempre a meu lado, em todas as circunstâncias, mesmo quando mais ninguém parecia estar. Desapareceu, num sono sereno. Num segundo em que o seu coração cansado desistiu de bater. Nos dias que se seguiram a esse vivi uma espécie de sonho-pesadelo. Sentia já dentro de mim uma força inexplicável que tinha que sobreviver, a vida já gritava cá dentro com toda a força, os sintomas eram evidentes, a náusea permanente. Os rituais de passagem deste mundo para outro desenrolaram-se à minha frente como que envoltos numa estranha névoa. Cá dentro, a certeza de que nada, mas nada na minha vida voltaria a ser igual. Perdi e ganhei vida nesses dias de Agosto de há três anos. Morreu a menina da avó e nasceu a mãe-mulher. Para sempre ficará a mágoa de Deus ter vedado à minha avó a sensação de ser bisavó. Logo a ela que tinha tão poucas alegrias na vida. Apesar de tudo, ainda conheceu um bocadinho da sensação pois foi a primeira a saber, além de mim e do pai, que o Henrique já existia.
Essa dura prova, fez com que todas as pequenas contrariedades que se seguiram se tornassem apenas pequenas pedras no caminho. Assim, a ameaça de aborto às seis semanas e as cinco semanas de repouso absoluto que se seguiram, foram a segunda etapa. Li, li, li...fartei-me de ler. Vi todos os programas de televisão para mentecaptos que os nossos canais insistem em passar durante o dia. Virei-me, em desespero, para o ponto-de-cruz. Comecei um quadro, daqueles para pôr o nome, peso, data de nascimento, etc, que ainda jaz incompleto algures.
Depois foram as quatro infecções urinárias, com direito a antibióticos e tudo, e a diabetes gestacional, que trazia por brindes um fantástico lote de agulhas para picadelas no dedo três vezes ao dia e ainda uma magnífica dieta radical. Tudo coisas insignificantes, afinal, perante algumas situações tão mais complicadas e graves que vemos acontecer, de vez em quando, à nossa volta. A verdade é que nunca desanimei e pouco me queixei. Tudo parecia perfeitamente suportável porque o objectivo era bom de mais. Quando o meu filho nasceu foi com uma mistura de sentimentos que o recebi. Aquele ser tão frágil que me olhou de olhos bem abertos para o mundo, segundos depois de ser arrancado do quentinho da minha barriga. Incredulidade, primeiro...como posso ter transportado este ser dentro de mim durante 37 semanas? Como é possível tal milagre? A seguir, vem novamente ao de cima a parte animal que se encontra permanentemente hibernada dentro de cada um de nós. Aquela é a nossa cria. Morremos por ela. Somos as responsáveis pela nossas duas vidas. Há que lutar. Falar em amor de mãe nesta altura é estranho. Inicialmente o maior dos sentimentos que nos guia é tão só o instinto. Somos feras com uma cria, como todos os bichos. A parte racional vai ganhando terreno à medida que os dias passam...e o amor de mãe nasce, desenvolve-se, aprende-se, ganha-se, constrói-se. Torna-se, em pouco tempo, imensurável. Algo que não há palavras que possam descrever, pelo menos eu não consigo tal proeza. Poucos o conseguirão. Mas quem sabe o que é, sorri ao ler estas palavras... é a grande aventura da vida.
A primeira das provas foi a morte da minha avó. Grávida de cinco semaninhas apenas, sem perceber nada do que se estava a passar. Ainda cheia de dúvidas e pontos de interrogação tive que enfrentar a perda mais dolorosa da minha vida. A minha "mãe" velhinha, que viveu toda a sua vida em função dos filhos e das netas. A pessoa que esteve sempre a meu lado, em todas as circunstâncias, mesmo quando mais ninguém parecia estar. Desapareceu, num sono sereno. Num segundo em que o seu coração cansado desistiu de bater. Nos dias que se seguiram a esse vivi uma espécie de sonho-pesadelo. Sentia já dentro de mim uma força inexplicável que tinha que sobreviver, a vida já gritava cá dentro com toda a força, os sintomas eram evidentes, a náusea permanente. Os rituais de passagem deste mundo para outro desenrolaram-se à minha frente como que envoltos numa estranha névoa. Cá dentro, a certeza de que nada, mas nada na minha vida voltaria a ser igual. Perdi e ganhei vida nesses dias de Agosto de há três anos. Morreu a menina da avó e nasceu a mãe-mulher. Para sempre ficará a mágoa de Deus ter vedado à minha avó a sensação de ser bisavó. Logo a ela que tinha tão poucas alegrias na vida. Apesar de tudo, ainda conheceu um bocadinho da sensação pois foi a primeira a saber, além de mim e do pai, que o Henrique já existia.
Essa dura prova, fez com que todas as pequenas contrariedades que se seguiram se tornassem apenas pequenas pedras no caminho. Assim, a ameaça de aborto às seis semanas e as cinco semanas de repouso absoluto que se seguiram, foram a segunda etapa. Li, li, li...fartei-me de ler. Vi todos os programas de televisão para mentecaptos que os nossos canais insistem em passar durante o dia. Virei-me, em desespero, para o ponto-de-cruz. Comecei um quadro, daqueles para pôr o nome, peso, data de nascimento, etc, que ainda jaz incompleto algures.
Depois foram as quatro infecções urinárias, com direito a antibióticos e tudo, e a diabetes gestacional, que trazia por brindes um fantástico lote de agulhas para picadelas no dedo três vezes ao dia e ainda uma magnífica dieta radical. Tudo coisas insignificantes, afinal, perante algumas situações tão mais complicadas e graves que vemos acontecer, de vez em quando, à nossa volta. A verdade é que nunca desanimei e pouco me queixei. Tudo parecia perfeitamente suportável porque o objectivo era bom de mais. Quando o meu filho nasceu foi com uma mistura de sentimentos que o recebi. Aquele ser tão frágil que me olhou de olhos bem abertos para o mundo, segundos depois de ser arrancado do quentinho da minha barriga. Incredulidade, primeiro...como posso ter transportado este ser dentro de mim durante 37 semanas? Como é possível tal milagre? A seguir, vem novamente ao de cima a parte animal que se encontra permanentemente hibernada dentro de cada um de nós. Aquela é a nossa cria. Morremos por ela. Somos as responsáveis pela nossas duas vidas. Há que lutar. Falar em amor de mãe nesta altura é estranho. Inicialmente o maior dos sentimentos que nos guia é tão só o instinto. Somos feras com uma cria, como todos os bichos. A parte racional vai ganhando terreno à medida que os dias passam...e o amor de mãe nasce, desenvolve-se, aprende-se, ganha-se, constrói-se. Torna-se, em pouco tempo, imensurável. Algo que não há palavras que possam descrever, pelo menos eu não consigo tal proeza. Poucos o conseguirão. Mas quem sabe o que é, sorri ao ler estas palavras... é a grande aventura da vida.
Neura
Hoje é que é. Estou completamente neura. Se pudesse ia-me já embora daqui e dormia 24 horas seguidas, altura em que terei novamente o meu filho comigo. Agora já perdeu completamente a graça. Não quero mais. Acabou-se. Basta. Estou com vontade chorar. Ele faz-me falta. Sinto a falta de o abraçar, de encostar o nariz naquele cabelhinho bem cheiroso. De dar beijinhos nas mãos e nos pézinhos rechonchudos. Sinto saudades das conversas. Do acordar ora bem disposto, ora birrento. Sinto falta daquele estado de alerta constante. Sinto falta de lhe dar de comer. Sinto falta de lhe dar banho. Tenho sentido a falta de tratar das roupinhas dele. Sinto que os brinquedos estão todos estáticos no mesmo sítio há demasiado tempo. Há duas semanas que não vejo o Toy Story, nem o Stuart Little. Aquela casa sem ele é triste, é vazia, é parada. Ainda por cima aquela casa foi construída muito a pensar nele, no seu bem estar, no seu crescer em liberdade, num ambiente saudável e em segurança. Hoje é que é. Chega.
25.8.04
verde código verde
Hoje estou completamente despassarada. Cheia de sono. Quando cheguei ao escritório de manhã fiquei a olhar para aquele quadradito onde é suposto marcar um código para entrar e...não me lembrava dos benditos quatro dígitos. São os mesmo para aí há três anos. Também pudera, a minha vida é feita de passwords e códigos. Não consigo fazer muitas coisas sem ter que digitar uns quantos algarismos. Como consigo guardar tudo isto na minha cabeça sem me baralhar? Não admira que esteja cansada...
- códigos de 2 cartões multibanco
- código de dois telemóveis (+ do da empresa de vez em quando)
- código da porta de entrada da empresa
- código do alarme de casa
- password e código do computador no trabalho
- password e código do computador de casa
- password e código do blogger, dos comentários do blog e das estatísticas do counter
- password e código de dois netbanking
- password e código de mail cabovisão
- password e código de hotmail
- passwords e códigos de outros tantos milhentos sites comerciais em que me vou inscrevendo (BP, Vodafone, Salsa e sei lá mais o quê!) e que me vou esquecendo de vez em quando...
Isto já para não falar na autêntica agenda telefónica que tenho dentro da cabeça. Sei de cor os telefones e telemóveis todos da familia, amigos próximos e os que uso mais no trabalho!
Acho que estou a precisar mesmo de férias durante um mês numa ilha paradisíaca sem telefone, internet, multibancos...
Pensando bem... a melhor solução será ir para a Amazónia.
- códigos de 2 cartões multibanco
- código de dois telemóveis (+ do da empresa de vez em quando)
- código da porta de entrada da empresa
- código do alarme de casa
- password e código do computador no trabalho
- password e código do computador de casa
- password e código do blogger, dos comentários do blog e das estatísticas do counter
- password e código de dois netbanking
- password e código de mail cabovisão
- password e código de hotmail
- passwords e códigos de outros tantos milhentos sites comerciais em que me vou inscrevendo (BP, Vodafone, Salsa e sei lá mais o quê!) e que me vou esquecendo de vez em quando...
Isto já para não falar na autêntica agenda telefónica que tenho dentro da cabeça. Sei de cor os telefones e telemóveis todos da familia, amigos próximos e os que uso mais no trabalho!
Acho que estou a precisar mesmo de férias durante um mês numa ilha paradisíaca sem telefone, internet, multibancos...
Pensando bem... a melhor solução será ir para a Amazónia.
24.8.04
Para que fique registado este foi o pior mês de Agosto, em termos de clima e de trânsito, de que me lembro. Venha Setembro! Pague-se a porcaria da portagem e, sim, esqueçam o Verão!
23.8.04
Os teus olhos
Vejo no teu olhar uma continuação de nós. És uma criança maravilhosa. Elogiado por todos como "exemplar". O que podem dois pais querer mais? Esta semana vai custar muito mais que a semana passada. Vai passar bem devagar. Ficaste triste, desta vez. Percebeste que íamos desaparecer outra vez durante muito tempo. Não sei até que ponto percebes porquê. Será que te sentes abandonado? O teu pai tem medo que fiques traumatizado. Eu não vou tão longe. Acho que uma separação assim vai ajudar-te a "crescer". De qualquer maneira estás óptimo com os avós. És muito mimado e tens todas as atenções sobre ti. Mais do que quando estás connosco, disso não duvido. Mas a mamã e o papá...são a mamã e o papá! Prova disso é que quando te magoas é por nós que chamas, é o nosso colo que pedes, é o nosso consolo que conta para ti.
A verdade é que cinco dias já fizeram alterações no teu comportamento e todas para melhor, quanto a mim. Perdeste a pouca timidez que te restava. Quando alguém estranho tentava falar contigo ficavas envergonhado, tapavas a cara e escondias-te atrás de nós. Agora já não. Podes não responder, mas também não te escondes. A proximidade de muitos animais também te faz demonstrar uma ternura especial por todos eles. És cuidadoso, não tentas tocar-lhes, mas falas com cãos e gatos cheia de ternura na voz. É de rir: "oh, gatinho, então? Tás bom? Já acordaste? Olha mãe, é tão fofinho!", e outras conversa do género. Em resumo, és uma ternura.
O teu olhar prende-me. É lindo. Tem inteligência, ternura e marotice. Consegues ser muito expressivo e os teus olhos são mesmo o espelho da tua alma. Basta olhar para eles para perceber o que estás a sentir.
A verdade é que cinco dias já fizeram alterações no teu comportamento e todas para melhor, quanto a mim. Perdeste a pouca timidez que te restava. Quando alguém estranho tentava falar contigo ficavas envergonhado, tapavas a cara e escondias-te atrás de nós. Agora já não. Podes não responder, mas também não te escondes. A proximidade de muitos animais também te faz demonstrar uma ternura especial por todos eles. És cuidadoso, não tentas tocar-lhes, mas falas com cãos e gatos cheia de ternura na voz. É de rir: "oh, gatinho, então? Tás bom? Já acordaste? Olha mãe, é tão fofinho!", e outras conversa do género. Em resumo, és uma ternura.
O teu olhar prende-me. É lindo. Tem inteligência, ternura e marotice. Consegues ser muito expressivo e os teus olhos são mesmo o espelho da tua alma. Basta olhar para eles para perceber o que estás a sentir.
20.8.04
Reencontro
Estou a escassas horas de reencontrar o meu filhote. A saudade é tanta, tanta que nem dá para descrever. A semana passou depressa, apesar de tudo. E foi bom. Descobrimos que os dois já não somos um todo completo, descobrimos que ele é uma parte desse todo e que sem ele estamos vazios de tanta coisa. Sem ele, falta-nos uma peça do puzzle. Aprendemos que apesar disso, ele é um ser independente. Uma pessoa que está a crescer, que tem o direito de viver noutros mundos que não o nosso, que tem que encontrar o seu próprio espaço nesses mundos e que nós temos que aprender a respeitar isso. Por muito que nos custe, porque o mais confortável é tê-lo sempre aqui debaixo das nossas asas protectoras e até onde a nossa vista o pode alcançar. Assim, é saudável dar-lhe esse espaço, ajudá-lo a saber viver com outras pessoas, noutros lugares, com outros hábitos. É bom para nós os dois percebermos até que ponto ainda sabemos ser dois, embora sem vontade nenhuma de o sermos outra vez... Foi bom não ter horários, para variar.
Agora só quero apertá-lo bem forte nos meus braços e passar 48 horas grudada a ele como uma lapa, para enfrentar mais uma semana de separação.
Agora só quero apertá-lo bem forte nos meus braços e passar 48 horas grudada a ele como uma lapa, para enfrentar mais uma semana de separação.
Saber viver
19.8.04
Anjinho Barroco
Parece que sou perfeita... Ora...que posso eu fazer se nasci assim? Eh, eh, eh...Eu sei mesmo como enganar estes "testes"!
You are... WAIT! - you're none of the Sins you're
an Angel!Perfect, or close enough, and annoyingly so! Did
you alwaysbehave so 'just right'. ARGHHH . You can annoy the
hell outtapeople with your attitude, but no doubt your church
is real happywith you. The positive side certainly outweighs the
negative,after all, you do chores, are smart, are cute, do
charity work.Least you know what a perfect saint you are. You
just make the restof us sinners vomit. Perhaps you could break the
rules once in a while, go wild - Eat an extra
cookie or something.However - congratulations on being the most pure,
of the entire human race.
?? Which Of The Seven Deadly Sins Are You ??
brought to you by
You are... WAIT! - you're none of the Sins you're
an Angel!Perfect, or close enough, and annoyingly so! Did
you alwaysbehave so 'just right'. ARGHHH . You can annoy the
hell outtapeople with your attitude, but no doubt your church
is real happywith you. The positive side certainly outweighs the
negative,after all, you do chores, are smart, are cute, do
charity work.Least you know what a perfect saint you are. You
just make the restof us sinners vomit. Perhaps you could break the
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?? Which Of The Seven Deadly Sins Are You ??
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Para juntar aos "escritos"...
A minha sogra (para mim esta palavra não é depreciativa. É sinónimo de mãe do meu amor), contou-me uma do H. para eu juntar aos meus "escritos", como ela disse. Um dia destes imprimi todos os textos do Blog que dizem respeito ao meu filho e dei-lhos para ler. Adorou, claro. Contou-me uma saída dele quando estava lá em casa.
Ela tem na mesa de cabeceira uma imagem da Nossa Senhora, ele andava a explorar o território e viu aquilo. Ficou a olhar com muita atenção e perguntou-lhe "Avó, o que é ito?" e ela, achando que não valia a pena estar com grandes explicações, disse-lhe que era "um Jesus". Ele ficou com um ar intrigado e respondeu-lhe "Ahhh...é um Jesus Maria!".
Os assuntos religiosos interessam-lhe muito. Será que o meu filho vai ser padre?
Ela tem na mesa de cabeceira uma imagem da Nossa Senhora, ele andava a explorar o território e viu aquilo. Ficou a olhar com muita atenção e perguntou-lhe "Avó, o que é ito?" e ela, achando que não valia a pena estar com grandes explicações, disse-lhe que era "um Jesus". Ele ficou com um ar intrigado e respondeu-lhe "Ahhh...é um Jesus Maria!".
Os assuntos religiosos interessam-lhe muito. Será que o meu filho vai ser padre?
18.8.04
Ó meu querido...
...mês de Agosto!
Eu sei que falar do tempo não está mesmo com nada. Mas isto é demais... chovia torrencialmente pelas minhas bandas quando acordei. Isto não é normal. Claro: chuva=trânsito. Estava um pavor. Começa a valer a pena tirar férias em Agosto. Só é pena continuar a ser a "época alta" e estar tudo ao triplo do preço.
Eu sei que falar do tempo não está mesmo com nada. Mas isto é demais... chovia torrencialmente pelas minhas bandas quando acordei. Isto não é normal. Claro: chuva=trânsito. Estava um pavor. Começa a valer a pena tirar férias em Agosto. Só é pena continuar a ser a "época alta" e estar tudo ao triplo do preço.
16.8.04
Toranja
Ali na barra à direita - a leste ouve-se... - nasceu mais um link. Portugueses, da família dos citrinos, que cantam em português. Já ouvi o disco de uma ponta a outra. Gostei. Se não gostasse não tinha feito o link.
Há por aí quem diga mal, que são uma imitação de Jorge Palma, blá, blá. Para já só diz isso quem não ouviu o disco todo. "A carta" é um tema, de facto, bastante colado ao estilo Jorge Palma, mas o resto do disco, nem por isso. Além do mais não tenho nada contra "imitações", prefiro chamar-lhes "inspirações em". Antes imitar o Palma que a Britney Spears. Poucos se dão ao luxo de criar alguma coisa verdadeiramente nova. Há sempre identificações com este ou aquele estilo. Não vejo nada de mal nisso, pelo contrário. O que interessa é que é bom. Mesmo muito bom.
Há por aí quem diga mal, que são uma imitação de Jorge Palma, blá, blá. Para já só diz isso quem não ouviu o disco todo. "A carta" é um tema, de facto, bastante colado ao estilo Jorge Palma, mas o resto do disco, nem por isso. Além do mais não tenho nada contra "imitações", prefiro chamar-lhes "inspirações em". Antes imitar o Palma que a Britney Spears. Poucos se dão ao luxo de criar alguma coisa verdadeiramente nova. Há sempre identificações com este ou aquele estilo. Não vejo nada de mal nisso, pelo contrário. O que interessa é que é bom. Mesmo muito bom.
Saudade
Eu até gostava de conseguir escrever o que me vai cá dentro. Mas não sai. Só sei que sinto por inteiro o sofrimento da separação. Dói mesmo. É estranho, isto. Será que sou só eu que sinto as coisas desta forma? A verdade é que a nossa casa sem ele é absurdamente grande e silenciosa. Está completamente vazia.
Há coisas que nunca mudam
Tantas saudades que tínhamos destas conversas com a D. Fernanda... Como sobrevivemos nós a estas duas longas semanas?
Agora que nos habituámos a não termos uma criatura ridícula, com conversas surrealistas e dignas de novela mexicana a moer-nos o juízo o dia inteiro, como vamos aguentar?
Pergunto-vos, minhas queridas, como vamos nós enfrentar mais um ano inteiro disto? É insuportável.
Agora que nos habituámos a não termos uma criatura ridícula, com conversas surrealistas e dignas de novela mexicana a moer-nos o juízo o dia inteiro, como vamos aguentar?
Pergunto-vos, minhas queridas, como vamos nós enfrentar mais um ano inteiro disto? É insuportável.
11.8.04
Em estrangeiro!
Sessão diária de Toy Story - é o filme do momento...
O pai esquece-se de seleccionar o português. Uns segundos depois ele, diz em tom de lamento:
- ito tá em uguelês!
- pois é filho, desculpa...não estavas a perceber?
- não! Tava em uguelês...
O pai esquece-se de seleccionar o português. Uns segundos depois ele, diz em tom de lamento:
- ito tá em uguelês!
- pois é filho, desculpa...não estavas a perceber?
- não! Tava em uguelês...
10.8.04
De que são feitas as audiências?
Continuam a chegar a este blog, todos os dias, pessoas que fizeram uma pesquisa no google em "Priorado do Sião"... tema sobre o qual fiz uma leve referência há algumas semanas, a propósito do livro do Dan Brown.
Para si, sim é para si, que quer saber mais sobre esta organização ultra-secreta e chegou aqui, peço desculpa...este site e sua autora nada têm a ver com os assuntos : Priorado do Sião, Maçonaria, Opus Dei, etc. As minhas relações ao tema começaram e acabaram no Código Da Vinci.
Há temas universais. As audiências, sejam elas quais forem, vivem disso. Então...se pensarmos bem até que não é tão difícil assim ter um blog com um contador de seis dígitos...Se esse fosse o meu sonho...fazia assim:
Priorado do Sião, Da Vinci, Maçon, Maçonaria, Opus Dei, Sant Graal, Sangreal, Dan Brown...
Harry Potter, Hermione, Weasley...
Sexo, sexo, sexo, sexo, sexo, sexo, sexo... (esta vende sempre)
Concerto da Madonna em Portugal, Bilhetes da candonga....
and so on...
Para si, sim é para si, que quer saber mais sobre esta organização ultra-secreta e chegou aqui, peço desculpa...este site e sua autora nada têm a ver com os assuntos : Priorado do Sião, Maçonaria, Opus Dei, etc. As minhas relações ao tema começaram e acabaram no Código Da Vinci.
Há temas universais. As audiências, sejam elas quais forem, vivem disso. Então...se pensarmos bem até que não é tão difícil assim ter um blog com um contador de seis dígitos...Se esse fosse o meu sonho...fazia assim:
Priorado do Sião, Da Vinci, Maçon, Maçonaria, Opus Dei, Sant Graal, Sangreal, Dan Brown...
Harry Potter, Hermione, Weasley...
Sexo, sexo, sexo, sexo, sexo, sexo, sexo... (esta vende sempre)
Concerto da Madonna em Portugal, Bilhetes da candonga....
and so on...
O(s) outro(s)
Às vezes acho que perco demasiado tempo a justificar aos outros as minhas opiniões e atitudes. É desgastante estar duas horas a dizer a mesma coisa, argumentando e repetindo incessantemente as mesmas justificações. Esbarrar com uma parede de autoconvencimento e orgulho. Ouvir justificações contraditórias, argumentos pouco palpáveis e desculpas centradas no próprio umbigo.
Às vezes penso que devo ser muito convencida...ou então os outros é que têm muito mau feitio. Afinal porque é que continuo a fazer a mesma coisa? A cometer os mesmo erros e a não agir simplesmente como me manda a minha cabeça e me dita o meu bom-senso?
Gostava de conseguir desligar do resto do mundo por breves instantes e deixar de ser assim. Agir apenas como acho que devo e não ter que pensar nos outros. E gostava, mas isso gostava mesmo, de sentir por parte dos outros o mesmo respeito por mim e pelas minhas opiniões que sinto que eu própria lhes dispenso. Raramente tenho isso. Fazia-me mesmo muita falta...
Às vezes penso que devo ser muito convencida...ou então os outros é que têm muito mau feitio. Afinal porque é que continuo a fazer a mesma coisa? A cometer os mesmo erros e a não agir simplesmente como me manda a minha cabeça e me dita o meu bom-senso?
Gostava de conseguir desligar do resto do mundo por breves instantes e deixar de ser assim. Agir apenas como acho que devo e não ter que pensar nos outros. E gostava, mas isso gostava mesmo, de sentir por parte dos outros o mesmo respeito por mim e pelas minhas opiniões que sinto que eu própria lhes dispenso. Raramente tenho isso. Fazia-me mesmo muita falta...
5.8.04
Parabéns Joana!
Já me apanhaste... Estás a ver? não custa nada! E a partir de amanhã então, UAU, vais adorar ver-te ao espelho. Cada vez mais gira. Podes verificar por mim, eh, eh!
Já me apanhaste... Estás a ver? não custa nada! E a partir de amanhã então, UAU, vais adorar ver-te ao espelho. Cada vez mais gira. Podes verificar por mim, eh, eh!
Destino
Cada vez acredito mais que existe tal coisa. Só ainda não percebi muito bem onde entra a nossa autonomia no meio disto tudo. Até que ponto temos poder para alterar o destino? Teremos algum, certamente...mas quanto? como? porquê? e temos mesmo?
Nada acontece por acaso. Quanto mais não seja, se virmos as coisas desse modo, talvez aprendamos a lamentar-nos menos e a aceitar com mais resignação certas siutações com que nos deparamos. Nem sempre é assim, mas há alturas em que alguma resignação e paciência são a melhor solução. Não se trata de baixar os braço, pelo contrário. É uma questão de aprender a aceitar algumas contrariedades da vida como episódios que fazem parte dela e não nos exaltarmos (inutilmente, muitas vezes) por as coisas não estarem a acontecer da forma que planeámos ou que gostávamos que acontecessem.
Life goes on...
Nada acontece por acaso. Quanto mais não seja, se virmos as coisas desse modo, talvez aprendamos a lamentar-nos menos e a aceitar com mais resignação certas siutações com que nos deparamos. Nem sempre é assim, mas há alturas em que alguma resignação e paciência são a melhor solução. Não se trata de baixar os braço, pelo contrário. É uma questão de aprender a aceitar algumas contrariedades da vida como episódios que fazem parte dela e não nos exaltarmos (inutilmente, muitas vezes) por as coisas não estarem a acontecer da forma que planeámos ou que gostávamos que acontecessem.
Life goes on...
3.8.04
Agosto (?)
Hoje está um lindo dia de inverno. Afinal não é "primeiro de Agosto, primeiro de Inverno", é mais "terceiro de Agosto...".
2.8.04
Foi tão bom este fim de semana. Diria mesmo que foi inesquecível! Muita rua, muita piscina, muitos amigos, muitos mimos, muita companhia do pequenino, muita cantoria (alguém ficou sem voz?)...
É bom terminar e começar as semanas de trabalho desta forma. É muito bom estar rodeada de gente. É mesmo bom sinal ter tanta gente à nossa volta com sorrisos no lábios.
É bom terminar e começar as semanas de trabalho desta forma. É muito bom estar rodeada de gente. É mesmo bom sinal ter tanta gente à nossa volta com sorrisos no lábios.