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29.4.04

Intervalo 

Agora a sério. Vou afastar-me uns dias (talvez duas semanas) da blogosfera. O motivo chama-se: trabalho.

Cada um tira as ilações que quiser...

Pedimos desculpa pela interrupção... 

Por motivos de ordem técnica não nos é possível escrever com a regularidade desejável.
Este Blog prosseguirá dentro de alguns dias.
Obrigada.



27.4.04

Para começar bem o dia... 

Conversa atrás do biombo:

- O telefone da XXX é o que termina em seis nove, não é?
- Sim, é o que termina em sessenta e nove...
- Eu não gosto de dizer essa palavra.

Sem comentários.

23.4.04

Para C. 

Hoje C. faria 30 anos. Não está entre nós há uns cinco ou seis. Nunca mais me tinha lembrado dela, muito menos do seu aniversário. Acho que não há muitas pessoas que a recordem. Só a mãe, se é que ainda é viva. A história é demasiado bizarra, arrepiante e triste para ser verdadeira. Dir-se-ia fazer parte do elenco de uma novela mexicana. Mas existiu. Passou-se com uma jovem da minha idade. Minha colega de carteira na escola secundária. Minha amiga pelo qual sentia acima de tudo pena e um certo instinto de protecção. A partir de determinada altura a minha vida continuou, evoluí, mudei de escola, fui para a universidade, comecei a namorar, acabei o curso, comecei a trabalhar, casei-me.
A dela parece ter parado nos 15 anos. Ficou assim, tal e qual como no conto da Bela Adormecida em que um feitiço faz o tempo parar dentro do palácio, e a vida continua lá fora normalmente como se nada tivesse acontecido.
Um dia disseram-me "tenho uma coisa muito triste para te contar. Sabes quem morreu?", e eu automaticamente disse "a C.". Já não falava com ela há anos, mas naquele segundo soube instintivamente que tinha sido ela. E soube também que fora a própria que decidira pôr termo àquela não-existência que era a história da sua vida. E fiquei a pensar que, bem no fundo, eu já sabia que era assim que a história ia terminar. Que a vida dela tinha parado naquele ano em que deixei de a ver, em que tive que viver a minha vida e em que tudo para ela estagnou. E foi nesse momento que percebi o que significa a palavra destino.

21.4.04

mente iluminada 

Vocês nem imaginam as coisas fantásticas que eu ouço durante o dia através do armário que está atrás de mim e que serve de biombo entre dois departamentos. O meu vizinho é uma mente iluminada. Já percebi porque é que foi promovido este ano. É homem e é burro. Ultimamente então tem sido um chorrilho de disparates sem fim. Como é possível chegar quase aos trinta anos com uma cabecinha tão pobre? É muito triste. Nem sei se hei-de rir se hei-de chorar. Tenho, definitivamente, que trazer uns phones para aqui. O pior é que nem disc-man tenho...logo, ou vou desencantar as cassetes de há 10 anos atrás ou ouço rádio...

Tirada brilhante do dia:
- as ecografias são para as grávidas, só se fazem na barriga.

Prometo publicar cenas dos próximos capítulos.

20.4.04

Parabéns! 

Parabéns mana. Custa-me a crer que já sejam 24...se bem me lembro temos praticamente seis anos de diferença. Tás cada vez mais gira, com mais classe e com mais estilo. Espero que esta "coincidência" de completares 24 anos no dia 20.04.2004 seja prenúncio de boa sorte. Muitos, muitos Parabéns.

19.4.04

Encontei! 

Sábado foi dia de ir ao Oceanário. Ver os peixinhos. Com dois anos completos, pareceu-nos que a pulga já iria apreciar. Acertámos. Adorou tudo. Teve medo de alguns tubalalões (mistura curiosa entre tubarão e tãobalalão, o baloiço) e de outros peixões imponentes que se passeiam pelo tanque central. Mas apreciou verdadeiramente aquele ambiente sereno, silencioso e semi escuro do Oceanário. A certeza de que a visão do tanque central é verdadeiramente impressionante, e que não sou só eu com o meu habitual entusiasmo que assim o vejo, materializou-se no comentário que ele fez quando, contornada a parede que separa o corredor daquele aquário com uns 5, 6 (???) metros de altura, deu de caras com aquele cenário semi mágico, semi real. Um UAU... arrastado, sonoro, maravilhado que fez todos os (muitos) presentes sorrirem e me encheu de orgulho. A sensibilidade daquela criança é maravilhosa. A percepção que tem das coisas e a forma como se expressa, sem reservas, sem pudores, alto e bom, em relação àquilo que o impressiona é espectacular. É um pouco estranho falar assim do próprio filho, mas é impossível não o fazer. Só se não escrever sobre ele...falando de alguma coisa que lhe diz respeito só sai assim.
O momento de humor foi quando, finalmente e após setas e setinhas a indicar o caminho até ao aquário do Nemo e amiguinhos peixes-palhaço, depois de perguntar mil vezes "o Nemo? ond'tá o Nemo?", lhe dissemos "olha ali...lá está o aquário do Nemo" e ele, mais uma vez com aquele tom de epopeia na voz, exclamou "Óia o Nemo...encontei!"

Preto e Branco 

A vida não se faz a preto e branco. Os cinzas, nos seus diversos tons mais claros e mais escuros, são o que dão piada aos dias. Que os tornam diferentes, inesperados, únicos.
No fundo, é nos indefinidos intermédios de tudo e mais alguma coisa, que se constroem as coisas reais e palpáveis. A vida tal como ela é.
Este discurso parece saído de uma mente tresloucada. Mas não é. A minha cabeça está sã. Sinto-me lúcida. Sinto-me viva. Sinto-me feliz. Sinto-me em paz comigo própria e com o mundo.
Às vezes preocupamo-nos com tão pouco...com pormenores tão pequeninos. Não vale a pena. A vida é um bem precioso que temos que viver agora. É a única oportunidade que temos. Não sabemos quanto vai durar, sequer. É um jackpot e, como tudo o que é bom, acaba-se. À minha volta vejo pequenos milagres a acontecerem todos os dias. Vivo intensamente as melhores horas que me são concedidas e fico com dores nos músculos faciais porque passo o tempo todo com um sorriso que noutro dia qualquer chamaria tolo mas que hoje defino como feliz.
Sinceramente não tenho paciência para aqueles que não sabem viver. Que nem tentam ver para além de tricas e discussõezinhas sem importância. A maior parte das pessoas não são felizes porque procuram a infelicidade. A maior parte das pessoas procuram o conflito e quando ele lhes desaparece da vista ainda vão atrás dele. Telefonam. Mandam mails. Mandam SMS’s.
Depois há as outras pessoas que vivem o conflito, porque por vezes não é possível fugir dele. Mas de seguida aprendem com os erros e fazem por melhorar. E tentam verdadeiramente melhorar a sua vida, o seu bem-estar. Centram-se no que há de bom e não esgravetam à sua volta à procura do que é mau, tentando a todo o custo trazer o estrume à superfície. E essas são as pessoas com que me identifico. E é essa a minha maneira de estar na vida. E quem não é assim não me interessa absolutamente nada. Não perco tempo a consolar pessoas que não querem ser consoladas. Pessoas que só esperam que estejamos ali para as ouvir a lamentarem-se do quanto são infelizes e têm azar. Azar. Azar é não ter saúde. Azar é perder os entes queridos. Azar é nascer miserável. O resto não é azar.
Por isso só aqueles que vêem a vida de uma forma positiva é que merecem a minha atenção, as minhas palavras de apoio. Só a esses me dou ao trabalho de telefonar, de procurar, de me sentir preocupada. Aos outros só posso dizer uma frase que, apesar de não ser em português, é a que melhor define o meu sentimento: Get a life...

16.4.04

Bom Humor 

Vem aí mais um fim de semana. Parece que vai chover...mas não me importo. Vou passar 48 horas inteirinhas com os dois homens da minha vida. É bom. Todo o tempo que passo com eles sabe a pouco.

15.4.04

Balalão 

- Xu...jana...
- Sim...
- vamos ao balalão um bocadinho...?

Quem pode resistir? - Pensei eu para os botões que não tinha - ...m****, lá vou ter que enterrar os pés naquela areia horrorosa, C**** os sapatos todos e andar para ali feita tosca atrás dele...agóia o xxcorrega, agóia o cavalinho, agóia o balalão....
O que vale é que, por enquanto, dez minutos de pinotes são suficientes e vem para casa sem levantar grandes ondas...palpita-me que também isto vai mudar. Vou aproveitar enquanto dura.

14.4.04

Férias 

Já só penso em férias. E ainda faltam dois meses. E ainda não faço ideia do que vou fazer, para onde vou, se vou...Mas já comecei a imaginar que vou estar de férias. Pode dizer-se que vivo o ano inteiro a pensar nas férias. É tão pouco tempo e, no entanto, pode ser aquele em que realmente vivemos. Os restantes dias vão passando, um a um, num desfiar contínuo de horas parvas sem grande sentido. É triste. Eu gostava de construir qualquer coisa. Gostava de ver nascer alguma coisa das minhas mãos. Gostava de acabar o dia com a agradável sensação do dever cumprido. Mas está para além daquilo que sou capaz. Está para além das minhas capacidades. Ultrapassa-me. E assim vou vivendo a pensar que as cinco horas vão chegar...que a sexta-feira vem aí, e que...estou quase, quase de férias. Antes assim, há quem nem isso tenha.

Falando em férias, estou a ficar preocupada...a minha obsessão por parques temáticos está cada vez pior. Acho que não consigo resistir e em Junho lá vou ter de ir conhecer mais um. Tenho saudades daquilo. Dos cenários fabulosos. Das montanhas russas. Do cheiro típico da fast food. Tenho saudades de entrar por aqueles portões, sempre e pontualmente à hora de abertura, e de mergulhar um dia inteiro num mundo de fantasia. Esvaziar a mente de tudo aquilo que existe realmente e acreditar que estou num mundo paralelo repleto de cor e magia. Cumprimentar o Tweety como se de um velho amigo se tratasse e acreditar, naturalmente, que ele existe mesmo e que um destes dias nos vamos cruzar no parque de estacionamento de um centro comercial qualquer.

Warner Bros, here we go......

13.4.04

Pesadelos 

Segundo pesadelo horrível nas duas últimas semanas. Eu que sempre dormi como uma pedra, que raramente me lembrava dos sonhos, agora dá-me destas coisas. Acordo, às cinco da manhã, com o coração a bater desesperadamente como o de um cavalo de corrida. Depois custa-me a adormecer porque fico a tentar lembrar-me dos pormenores daquele sonho disparatado e tento perceber porque raio fui sonhar aquilo. é que tanto um como outro foram verdadeiros pesadelos. Daquelas histórias que não queremos pensar nem a sonhar, quanto mais! Quando às sete da manhã o despertador toca, estou mais morta que viva e viro-me para o outro lado. Estou mesmo neura com isto. Quero o meu sono de pedra de volta!

12.4.04

Balanço da Páscoa 

Acabou-se a Páscoa e não comi uma única amêndoa.

(...)

Só folares e bolos e muitos queijos e...dilatei o estomâgo de tal maneira que agora estou cheia de fome. Tomei dois pequenos almoços...o que vale é que vou almoçar só sopa.

8.4.04

Festa! 

Ontem foste o rei da festa. Sentiste que era o teu aniversário e que, por isso, eras especial. A tua boa disposição foi permanente. Recebeste montes de coisas giras. Muitas roupinhas lindas para o Verão que, como é óbvio e desejável ignoraste, e brinquedos espectaculares. Entre eles uma casa. Ocupa um terço do teu quarto. Tem portas e janelas que abrem e fecham e até um catavento no telhado (um colóló, pois claro!). Deliraste com tudo e não te cansavas de mostrar a toda a gente a tua casa nova.
Por sua vez a "nossa" casa estava virada de pernas para o ar! À meia-noite pediste a bi-bi e o óó , querias ir para a caminha. E adormeceste, logo de seguida, calmamente. Depois daquela agitação toda estava à espera que ficasses acordado aí até às três da manhã.
No rosto um sorriso de felicidade. O teu lindo sorriso de menino feliz. Valeu a pena dormir 8 horas, no total das duas últimas noites, para te proporcionar um dia assim em que te sentiste a mais feliz das crianças!

7.4.04

Dois 

Hoje faz dois anos que a minha vida levou a maior das reviravoltas.
Hoje faz dois anos que aprendi que é sempre possível amar ainda mais.
Hoje faz dois anos que descobri que afinal até tinha instinto maternal.
Hoje faz dois anos que o meu coração se abriu de uma forma que não achava possível.
Hoje faz dois anos que nunca mais me senti só.

Fazes dois anos hoje. O tempo passou depressa, mas sinto que o tenho aproveitado bem. Estás a deixar de ser um bebé e quando olho para ti vejo um rapazinho lindo (e não é só dos olhos de mãe...) e, acima de tudo, FELIZ! O teu sorriso maroto é indescritível, por tudo o que encerra de cumplicidade entre nós e por aquilo que revela da tua personalidade já tão definida e única.
Quero dar-te tudo de mim para manter esse sorriso, assim, para sempre.

6.4.04

No fim da tempestade 

"Não há fome que não dê em fartura" ou "Depois da tempestade vem a bonança". São provérbios populares que têm na sua essência toda a verdade que o saber empírico pode transmitir. Eu gosto de um outro que me tem acalentado ao longo da vida e me tem ajudado a ultrapassar alguns momentos menos bons: "Quando Deus fecha uma porta abre sempre uma janela". Acredito que tudo o que acontece tem uma razão de ser. Que por vezes somos postos à prova. Os desafios consistem em ultrapassarmos os maus momentos com coragem e esperança, acreditando que as coisas vão melhorar e vendo sempre que, paralelamente ao que nos acontece de mau, também nos vão acontecendo muitas outras coisas boas. Acredito que esta é a melhor forma de viver e faço deste provérbio o meu lema de vida, se é que tenho um. Claro que vou barafustando muito e muito pelo caminho...quem me conhece sabe bem como é.

Esta (longa) introdução tem como objectivo dizer que o H. está devagarinho a ultrapassar a fase das birras. Daquelas valentes birras que pareciam não ter solução a não ser...deixá-lo berrar. Aquelas que me deixaram a chorar (sim a chorar) feita parva por ter esgotado as soluções e não conseguir acalmá-lo. As birras que me conseguiram deixar um dia inteiro com um aperto no peito que não teimava a passar. Desde esse famoso dia em que chorei à frente dele e depois amuámos os dois a coisa levou uma volta. Nesse dia a avó G. teve uma conversinha com ele (a conversa que os seus quase dois anos permitem), disse-lhe que a mãe tinha ido para o trabalho muito triste com ele e que ele não se podia portar assim tão mal logo de manhã. Nesse dia ao fim da tarde ele estava diferente. Abriu os bracinhos para mim quando cheguei a casa e portou-se como um anjo. Nunca mais houve uma birra daquela dimensão. Faz amanhã uma semana.
Entretanto tem vindo a melhorar cada vez mais e agora está de uma doçura encantadora. Pede abraços e beijinhos e passa a vida a chamar-me "quida". Gosta especialmente de abraços "a três", pede "abaxo, todos", e lá nos abraçamos os três como fazem os teletubbies (acho que a ideia vem daí...). As idas para a cama também têm sido mais fáceis e já o conseguimos deitar às 10 Horas, que ainda é um pouco tarde mas é uma melhora significativa face ao que estava a acontecer...11 e meia, meia-noite!
Deu outro salto cognitivo. No Sábado acordou e percebemos que estava a falar ainda melhor. Diz frases completas, e complexas, e as palavras saem cada vez mais perceptíveis, até para os outros que não os pais.
Está um espectáculo e eu sou tão babada, tão babada... tenho vontade estar sempre com ele!

A caminho do colégio:
- A mamã vai depessa...
- Desculpa querido a mãe estava de facto a ir um bocadinho depressa...eu vou mais devagar.
- Não vai...
- Não vai o quê?
- Não vai devagai...vai com cuidado!

A despedir-se dos avós, no Domingo à noite:
- Bigada avó, gotei do dia, foi divetido...

5.4.04

Bloqueio 

Socorro! Estou com um bloqueio cerebral...não consigo mexer neste texto, que é suposto ficar mais "light". Afinal sempre está perfeito...tão perfeito, tão perfeito que não o consigo alterar. A minha vontade é começar do zero.
Tenho que ganhar coragem para conseguir cumprir o prazo. Acho que ter desabafado me vai ajudar.

ESTOU FARTA DE ESCREVER SOBRE LIXO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Shuiff... 

Tás triste...tou triste,
Tás contente...tou contente,
Tás só...telefona-me!


Porque há pessoas que eu não gosto mesmo nada de ver tristes. Porque há pessoas que para mim são transparentes. Porque há pessoas a quem eu tenho mesmo vontade de dar miminhos.
Podem falar comigo porque eu gosto de ouvir. Sei abraçar quando é preciso e também sei estar calada quando é isso que se pretende.
Elas sabem de quem estou a falar.

2.4.04

COMUNICADO 

Este blog não teve mentira de 1 de Abril, porque neste blog não se mente, só se escreve a verdade.

P'lo Amor da Santa! 

Quando vi isto fiquei parva... Será que não têm mais nada com que se entreter? Que gentinha mais idiota. Brinquem com as próprias farfalotas pimpinelas, se não têm mais nada que fazer. É altura para dizer, citando a mítica Mafalda de Quino, que quanto mais conheço os Homens mais gosto dos cães.

1.4.04

Nova RTP ou Vou mudar de emprego! 

Adorei ver as novas instalações do meu canal de televisão. Estão bestiais. O meu estúdio, então, é um não acabar de luxos. E, segundo, AMF (só vi o Jornal 2) dotado de todas as tecnologias de ponta. Segundos a seguir o pobre CF ficou sem teleponto e esteve para ali a gaguejar um bocado. Pudera...foi apanhado de surpresa, depois daquela apologia aos estúdios-de-luxo-último-grito-e-com-vista-para-o-tejo falhar o mais básico dos aparelhómetros, é dose! Parece no entanto que acontece nos melhores canais do mundo...como sou ignorante nestas matérias não comento. Limito-me a dizer que, para uma simples telespectadora como eu, foi engraçado de ver.

Entretanto...estive a pensar e acho que está na altura de reclamar o meu posto de trabalho na RTP, que me é devido pelo Estado português. Senão, veja-se:
- Sou contribuinte deste país. Pago todos os meses as minhas obrigações ficais sem falhar um cêntimo, porque sou trabalhadora por conta de outrém e não posso fugir ao fisco. A minha empresa é daquelas que também não foge. Pelo menos no que respeita aos salários dos funcionários.
- Tenho uma licenciatura em comunicação social que os meus pais (também contribuintes na mesma situação que eu mas há 40 anos...) pagaram do seu bolso, porque a minha média de 16 não me deu direito a entrar numa universidade pública (ninguém me manda ser burra).
- Agora tenho um filho de 2 anos que frequenta um colégio privado porque não existem infantários públicos.

Dadas as atenuantes anteriores não devo nada ao Estado português ele é que parece estar em falta comigo. Visto que também paguei as lindas instalações da RTP, que é como todos sabemos "A televisão de todos e de cada um", parece-me que tenho direito ao meu lugar nesta empresa. Acho , então, que me vou despedir aqui destas amigas e rumar ao Parque da Nações muito em breve. Até porque não desejo auferir os salários de 25, 15 e 5 mil Euros de alguns pivots da estação. Contento-me com bem menos. Sou assim - que hei-de fazer? - nem me importo de ganhar menos que o primeiro ministro...

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